Escudo das Américas: Trump Mira PCC, CV e 22 Outras Facções Criminosas em Nova Aliança Continental

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Aliança ‘Escudo das Américas’ é lançada com foco em sanções contra narcotráfico

Uma nova coalizão, batizada de Escudo das Américas, foi lançada pela administração Trump, reunindo governos alinhados ideologicamente ao ex-presidente dos EUA na América Latina. O acordo, assinado na última terça-feira (22), formaliza a designação de facções narcotraficantes como ‘ameaças compartilhadas’, com o objetivo de impor sanções conjuntas.

O grupo, que inclui países como Argentina, Chile e El Salvador, visa combater o narcotráfico de maneira coordenada. O Brasil, por exemplo, não faz parte do Escudo das Américas, assim como México e Venezuela, cujas organizações criminosas, no entanto, constam na lista de alvos.

Especialistas apontam a criação da aliança como um reflexo da ‘Doutrina Monroe’, um projeto histórico dos EUA de manter a influência sobre os países americanos. A iniciativa busca intensificar a cooperação entre as nações signatárias para o enfrentamento de organizações criminosas transnacionais, conforme divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Facções Brasileiras e Internacionais no Radar das Sanções

Entre os 24 grupos criminosos citados como alvos do Escudo das Américas estão as facções brasileiras PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho). A inclusão dessas organizações no rol de ‘narcoterroristas’ gerou discordância por parte do governo brasileiro, que difere a definição de terrorismo em sua legislação, focada em atos com motivações xenófobas ou discriminatórias.

A lista divulgada pela aliança também inclui organizações conhecidas internacionalmente. A Mara Salvatrucha (MS-13) e o Barrio 18, com origens nos Estados Unidos, são citados, assim como o Tren de Aragua, da Venezuela, considerado um dos grupos mais poderosos do país e com atuação na fronteira brasileira. Cartéis mexicanos como o Cártel de Jalisco Nova Geração, Cártel de Sinaloa, Cartel del Golfo e La Nueva Familia Michoacana, este último com recompensa milionária oferecida pelos EUA para captura de seus líderes, também estão na mira.

Abrangência Geográfica e Tipos de Sanções

O Escudo das Américas abrange uma ampla gama de organizações criminosas em diversos países. Do Equador, figuram Los Lobos, que assumiu a responsabilidade pelo assassinato de um candidato presidencial em 2023, e Los Choneros. Do Haiti, as gangues Gran Grif e Viv Ansanm, esta última classificada como organização terrorista pelo governo Trump em 2025, são alvos.

O acordo prevê a imposição de sanções como o congelamento de ativos, restrições de imigração e vistos para membros e apoiadores das organizações, além da responsabilização criminal para quem fornecer apoio material. A reciprocidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) será acionada para viabilizar essas medidas.

Membros da Aliança e a Luta Contra o Narcotráfico

Os países signatários do acordo do Escudo das Américas são Estados Unidos, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago. A lista de organizações criminosas, que totaliza 24 grupos, reflete uma estratégia coordenada para combater o que a aliança define como ‘flagelo do narcoterrorismo’, buscando garantir a paz e a segurança no hemisfério.

A inclusão de facções brasileiras na lista, mesmo sem a participação do Brasil na aliança, demonstra a amplitude da iniciativa. O texto divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA enfatiza a intenção de impor medidas severas contra essas organizações, independentemente de suas denominações locais, visando um combate mais eficaz ao crime organizado transnacional.

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