EUA e China prorrogam trégua comercial até janeiro em meio a preparativos para cúpula Trump-Xi

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EUA e China estendem trégua comercial por mais dois meses, sinalizando otimismo antes da cúpula entre Trump e Xi Jinping

A relação comercial entre Estados Unidos e China ganhou um novo capítulo com a prorrogação da trégua comercial por mais dois meses, conforme anunciado pelo Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent. A decisão, que estende o acordo até janeiro, ocorre um dia antes do aguardado encontro entre o presidente Donald Trump e seu homólogo chinês, Xi Jinping, em território americano.

A medida visa proporcionar um tempo adicional para que ambas as nações aprofundem as negociações em busca de um pacto comercial mais abrangente. Bessent destacou que os recentes encontros com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng, foram produtivos e serviram como preparação para a cúpula, que promete ser um marco nas relações bilaterais.

O anúncio foi feito após a segunda reunião entre Bessent e He Lifeng em poucos dias, em Washington. A expectativa é que a conversa entre Trump e Xi Jinping possa resultar em anúncios significativos sobre o futuro das relações econômicas entre as duas maiores potências mundiais. A informação foi divulgada pelo Secretário do Tesouro americano à Fox News.

Preparativos para a Cúpula e Busca por um Acordo Abrangente

Scott Bessent revelou que as negociações recentes buscaram avançar para um acordo maior, em vez de se limitarem a uma série de medidas isoladas. A prorrogação da trégua, originalmente acordada em maio em Busan, na Coreia do Sul, dá fôlego para que os países explorem novas possibilidades na área econômica. Bessent afirmou que a reunião desta quarta-feira durou cerca de 90 minutos.

O chefe do Tesouro americano também mencionou que Pequim levantou a possibilidade de um acordo comercial mais amplo durante as negociações de domingo, embora detalhes sobre o escopo desse eventual pacto não tenham sido divulgados. Bessent ressaltou que Washington pressiona a China para que cumpra integralmente os compromissos já assumidos, como a compra de 25 milhões de toneladas de soja, mas ainda há um déficit na aquisição de outros produtos agrícolas, no valor de US$ 17 bilhões.

Autoridades americanas também apontaram que as exportações chinesas de terras raras estão abaixo do esperado. A cúpula desta quinta-feira, a segunda de quatro encontros previstos entre Trump e Xi para este ano, poderá trazer novidades sobre a meta de eliminação de tarifas sobre US$ 30 bilhões em produtos não essenciais, além de temas como serviços financeiros e compras agrícolas.

Diálogo sobre Inteligência Artificial e Relação Estratégica

Em outra frente, Bessent e He Lifeng discutiram questões pendentes antes da cúpula, buscando estabelecer uma relação estratégica baseada em “reciprocidade e justiça”. As negociações, que também envolveram o representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, em Nova York, abordaram a inteligência artificial (IA). Foi acordada a criação de uma “linha direta” de comunicação para informar sobre incidentes de segurança envolvendo IA, embora a resposta da China a essa proposta não tenha sido clara.

Analistas indicam que a cooperação em IA enfrenta desafios devido à desconfiança mútua, mas o presidente Trump já sinalizou o interesse em não frear o desenvolvimento da tecnologia, visando manter a liderança americana. A distensão econômica de Busan, que reduziu tarifas bilaterais após uma escalada de retaliações, também incluiu o compromisso chinês de restabelecer o fluxo de terras raras e outros minerais críticos.

EUA Buscam Compromissos que Beneficiem Trabalhadores e Empresas Americanas

Em sua publicação na rede social X, Bessent descreveu as discussões como substanciais, enfatizando o foco do Tesouro em garantir compromissos que protejam trabalhadores, agricultores e empresas americanas. O objetivo é promover os interesses econômicos e de segurança nacional dos Estados Unidos.

Bessent afirmou que as duas opções em pauta são manter o arranjo de Busan ou avaliar um acordo mais amplo, e que os EUA estão abertos a ambas, buscando o que for melhor para o povo americano. A possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro ainda é incerta, mas o diálogo avança.

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