Fiasco no TCE/RO: Selo Diamante para Marcos Rocha é questionado após alerta de caos fiscal nos próximos 4 anos

GERAL

TCE/RO e a Contradição Fiscal: Selo Diamante em Xeque Diante de Futuro Financeiro Comprometido

O Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE/RO) realizou um evento com pompa para apresentar a real situação fiscal do estado aos candidatos a governador. Na ocasião, o conselheiro Wilber Coimbra detalhou os desafios para os próximos quatro anos, pintando um cenário preocupante de rombo nas contas públicas.

A apresentação revelou que, do orçamento de R$ 18 bilhões previsto para 2025, apenas R$ 1,190 bilhão, o equivalente a 7,29%, foi destinado a investimentos. Este índice representa o menor patamar dos últimos quatro anos, indicando uma **paralisação em áreas cruciais** para o desenvolvimento estadual.

A falta de investimento se traduz diretamente na ausência de novas obras e melhorias em serviços essenciais. Sem recursos para infraestrutura, hospitais, escolas e postos de saúde, o futuro se apresenta sombrio para a população rondoniense. A informação foi divulgada pela Coluna do Gominho Júnior, do Folha Rondoniense.

Investimento Mínimo e Gestão Questionada

Wilber Coimbra foi enfático ao afirmar que os próximos anos exigirão **extrema rigidez fiscal**. Ele ressaltou a necessidade de evitar aumentos de despesas, cortes em repasses para outros poderes, incluindo o próprio TCE, e a impossibilidade de novos concursos públicos ou aumento salarial para o funcionalismo. A única saída, segundo ele, seria o corte de gastos ou a criação de mecanismos para aumentar a receita.

O conselheiro alertou que gestores públicos que não compreenderem essa realidade “podem ir plantar batata”. A situação na saúde foi descrita como um **verdadeiro fiasco**, com um orçamento de R$ 2,205 bilhões necessitando de quase R$ 900 milhões em suplementação para evitar um rombo orçamentário.

Selo Diamante e a Incongruência das Aprovações

Diante desse cenário, a concessão do Selo Diamante pelo TCE ao governador Marcos Rocha em 2025, por boas práticas na gestão pública, causa estranhamento. A aprovação de todas as contas do governo pelo órgão, seguida pela própria declaração de que os próximos quatro anos estão comprometidos e o caos se avizinha, levanta sérias dúvidas.

Para o economista tio Gomes, citado na coluna, a situação configura uma confissão de incompetência do TCE em fiscalizar os atos do governo. A pergunta que fica é: onde estavam o Tribunal de Contas e os deputados enquanto o estado se deteriorava financeiramente?

Cobrança por Esclarecimentos e Responsabilização

A Coluna do Gominho Júnior, com a participação do tio Gomes e do próprio Gominho Júnior, cobra explicações do conselheiro Wilber Coimbra. A falta de transparência e a aparente contradição entre a aprovação das contas e o alerta de crise fiscal **minam a credibilidade das instituições de controle**.

A crítica sugere que Marcos Rocha deveria ter sido convocado ao TCE para confrontar os números e testemunhar o “fiasco de sua administração”. A reportagem enfatiza que o tema está sob observação atenta e que a população anseia por respostas claras sobre a gestão dos recursos públicos em Rondônia.

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