Nome de Donald Trump é retirado da fachada do Kennedy Center em Washington após decisão judicial
A homenagem ao ex-presidente Donald Trump no Kennedy Center, em Washington, foi removida na madrugada deste sábado (13). A retirada ocorreu menos de seis meses após a inclusão do nome na fachada da renomada instituição cultural.
A medida atende a uma decisão judicial que estabeleceu que a alteração do nome do centro de artes, criado há mais de 50 anos em homenagem a John F. Kennedy, somente poderia ser realizada com autorização do Congresso americano.
A ação judicial que culminou na remoção do nome de Trump foi movida pela deputada democrata Joyce Beatty, do estado de Ohio. Conforme documentos apresentados no processo, a deputada classificou o pedido do governo para adiar a remoção como “injustificável” e parte de um “padrão de descumprimento”. A informação foi divulgada conforme noticiado em fontes jornalísticas.
Remoção Noturna e Cumprimento da Ordem Judicial
Os trabalhos de remoção do nome de Donald Trump do Kennedy Center começaram por volta da 1h20 no horário local, poucas horas antes do fim do prazo estabelecido pela Justiça. O Departamento de Justiça havia informado que não conseguiria cumprir a determinação judicial, que expirava às 23h59 de sexta-feira, alegando tempestades que poderiam comprometer a segurança dos trabalhadores.
Após a montagem de andaimes na noite de sexta-feira, equipes trabalharam durante a madrugada para cobrir a estrutura com lonas. Por volta das 3h10, os operários foram vistos retirando as letras do prédio em uma operação que durou aproximadamente 30 minutos, garantindo o cumprimento da ordem judicial.
A História por Trás da Mudança de Nome
O Kennedy Center foi criado há mais de 50 anos, em 1971, como um memorial ao ex-presidente John F. Kennedy. Em dezembro passado, o conselho diretor da instituição, na época presidido por Trump, aprovou a mudança do nome para “The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”. A instalação da nova identificação ocorreu logo no dia seguinte à aprovação.
No entanto, essa alteração gerou controvérsia e levou à ação judicial. O juiz federal Christopher Cooper, em decisão publicada em 29 de maio, concluiu que **somente o Congresso tem autoridade para autorizar a mudança de nome do centro cultural**. A determinação exigia a retirada da referência a Trump não apenas da fachada, mas também do site oficial e de outros materiais institucionais.
Recursos Negados e Futuro do Kennedy Center
O governo tentou suspender temporariamente a ordem de remoção, mas o juiz Christopher Cooper rejeitou a solicitação. Ele afirmou que não revogaria a decisão enquanto um tribunal de apelação analisasse seu entendimento sobre a autoridade exclusiva do Congresso.
O governo recorreu à Corte de Apelações do Distrito de Colúmbia, que também negou o pedido de suspensão na sexta-feira. A Casa Branca e o próprio Kennedy Center não comentaram o caso após a decisão final de remoção.
Em fevereiro, Trump havia anunciado o fechamento do Kennedy Center por dois anos para uma ampla reforma, como parte de um plano para remodelar monumentos e espaços simbólicos na capital americana. Projetos como a construção de um arco de 75 metros de altura e um salão de 8.400 metros quadrados foram anunciados.
