Polícia Usa Gás Lacrimogêneo e Prende Mais de 300 em Atos do Dia do Trabalhador em Istambul Pela Praça Taksim

BRASIL

Gás lacrimogêneo e centenas de detidos marcam o 1º de Maio em Istambul

Milhares de pessoas foram às ruas na Turquia para celebrar o Dia do Trabalhador nesta sexta-feira, 1º de maio. No entanto, as manifestações em Istambul e Ancara foram marcadas por forte esquema policial e confrontos.

Em Istambul, a ação da polícia resultou na detenção de mais de 300 pessoas. O objetivo era impedir que os manifestantes chegassem à emblemática Praça Taksim, local de grande significado histórico e palco de protestos antigovernamentais em 2013.

Segundo a associação de advogados ÇHD, o número de detidos em Istambul chegou a 370 no início da tarde. Jornalistas da AFP constataram que a polícia utilizou gás lacrimogêneo a partir de veículos antichoque para dispersar a multidão. Essas informações foram divulgadas conforme o conteúdo da fonte original.

Proibição na Praça Taksim Gera Críticas

A proibição de manifestações na Praça Taksim, que está fechada para concentrações desde 2013, gerou críticas de sindicalistas e ativistas. Um dirigente sindical, Basaran Aksu, foi detido após denunciar o bloqueio.

Aksu declarou que “Não se pode fechar uma praça aos trabalhadores da Turquia. Todos utilizam a Taksim para cerimônias oficiais, para celebrações. Só aos operários, aos trabalhadores, aos pobres é que se fecha a praça.” Sua fala ressalta a exclusão sentida por trabalhadores e classes menos favorecidas.

Líderes Sindicais Denunciam Repressão

Imagens divulgadas pelo canal de oposição Halk TV mostraram o presidente do Partido dos Trabalhadores da Turquia, Erkan Bas, sendo atingido por gás de pimenta. Ele criticou a ação policial.

Erkan Bas afirmou que “O poder já fala 365 dias por ano, por isso deixem que os trabalhadores falem das dificuldades que vivem pelo menos um dia por ano.” A declaração evidencia a insatisfação com a restrição da liberdade de expressão dos trabalhadores.

Manifestações Pacíficas em Outras Regiões

Apesar dos confrontos em Istambul, sindicatos e associações organizaram manifestações sob o lema “Pão, paz, liberdade” em outras partes da cidade. Uma manifestação autorizada na margem asiática do Bósforo reuniu pacificamente milhares de pessoas, segundo um jornalista da AFP.

O Dia do Trabalhador na Turquia, portanto, foi marcado por contrastes, com repressão policial em um ponto central e celebrações pacíficas em outras áreas, evidenciando as tensões sociais e políticas no país.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *