Trump diz que não se preocupou durante ataque em jantar de correspondentes da Casa Branca; suspeito tinha como alvo governo

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Trump relata calma durante ataque em evento da Casa Branca, enquanto FBI investiga possível alvo governamental.

O presidente Donald Trump afirmou que não sentiu preocupação ao ser retirado às pressas de um jantar de correspondentes da Casa Branca, após um atirador disparar perto do local. A declaração ocorreu em entrevista à CBS News no domingo, um dia após o incidente em um hotel de Washington.

O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi preso após a polícia relatar disparos perto de um posto de segurança durante o evento. O FBI está investigando o caso, com o procurador-geral interino dos EUA, Todd Blanche, indicando que o atirador possivelmente tinha como alvo funcionários de alto escalão da Casa Branca.

Escritos atribuídos a Allen sugerem a intenção de atacar funcionários do governo Trump, do mais alto ao mais baixo escalão. Embora convidados e funcionários do hotel não fossem os alvos primários, poderiam ser atacados para atingir as autoridades. O irmão do suspeito teria contatado a polícia após receber um texto do atirador, o que levou à notificação das autoridades federais.

O presidente Trump, que estava no evento acompanhado por membros de seu governo, incluindo o vice-presidente J.D. Vance, descreveu o incidente em uma coletiva de imprensa no sábado, afirmando: “Eu não consigo imaginar que exista alguma profissão mais perigosa”. A Casa Branca, em comunicado no domingo, declarou que Trump “segue sem medo” após sobreviver à “tentativa de assassinato com disparo de tiros”.

Detalhes do Incidente e Motivação Investigada

Os disparos ocorreram por volta das 20h35 de sábado no saguão do hotel Washington Hilton, enquanto o jantar dos correspondentes da Casa Branca acontecia em um andar inferior. O presidente, a primeira-dama Melania Trump e o vice-presidente foram rapidamente retirados do local pela segurança. Um vídeo de agentes retirando J.D. Vance circulou nas redes sociais, levantando questionamentos sobre o momento da evacuação.

Em entrevista ao programa 60 Minutes, Trump relatou que os agentes de segurança pediram que ele se protegesse e “por favor, deitasse no chão”, elogiando a equipe. Autoridades confirmaram uma troca de tiros entre policiais e o agressor, que portava duas armas de fogo e facas. O suspeito não foi atingido, mas levado ao hospital para avaliação.

O suposto manifesto, que a BBC News não verificou de forma independente, teria sido enviado a familiares do suspeito antes do ataque. Trump expressou irritação com a jornalista Norah O’Donnell por ler trechos do documento em referência a termos como “pedófilo, estuprador e traidor”, negando as acusações.

Histórico do Suspeito e Repercussão Internacional

Cole Tomas Allen, natural da Califórnia, descreve-se no LinkedIn como engenheiro mecânico, desenvolvedor de jogos e professor. A polícia de New London, Connecticut, foi contatada pelo irmão do suspeito, que relatou ter recebido um texto horas após o tiroteio, levando à notificação das autoridades federais.

O suspeito será formalmente acusado em tribunal federal por agressão a um agente federal e uso de arma de fogo durante um crime violento. Ele viajou para Washington de trem, passando por Chicago. Um policial ferido no incidente recebeu alta, com seu colete à prova de balas sendo crucial para evitar uma “possível tragédia”, segundo o Serviço Secreto.

O presidente Trump, que participou do Jantar dos Correspondentes da Casa Branca pela primeira vez como presidente, agradeceu ao Serviço Secreto e à imprensa pela “cobertura responsável”. Ele também pediu que as pessoas “resolvam suas diferenças pacificamente”.

Reações de Líderes Mundiais e Outras Ameaças a Trump

O incidente gerou condenações internacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou solidariedade a Trump, afirmando que o Brasil repudia “veementemente o ataque” e que a violência política é uma afronta aos valores democráticos.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, mostrou-se “chocado”, condenando qualquer ataque às instituições democráticas. O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o premiê australiano, Anthony Albanese, expressaram alívio pela segurança dos presentes.

Esta é a terceira ameaça de assassinato enfrentada por Trump. Ele já havia sido levemente ferido em julho de 2024 e um suspeito armado foi encontrado em seu clube de golfe em setembro de 2024. Trump usou o incidente para reforçar seu argumento pela construção de um “Salão de Baile Ultrassecreto Militarmente em construção” na Casa Branca.

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