Ieda Chaves revela os primórdios de sua atuação social e os desafios enfrentados durante a pandemia em Porto Velho.
A ex-primeira-dama de Porto Velho, atual deputada estadual e candidata à reeleição, Ieda Chaves, compartilhou detalhes sobre o início de sua trajetória no serviço público. Ela resumiu sua motivação inicial com a frase “Eu só quis trabalhar”, marcando o compromisso de doar seu salário durante a gestão do então prefeito Hildon Chaves.
Essa iniciativa, que começou como uma missão pessoal passada pelo marido, logo se transformou em um engajamento profundo com as necessidades da população. Ieda Chaves detalhou em vídeo nas redes sociais como essa tarefa a aproximou de pessoas e organizações que realizam um trabalho social notável, inspirando-a com sua dedicação e generosidade.
O envolvimento se intensificou com visitas a bairros mais afastados, onde a realidade de muitas famílias carentes se tornou evidente. Foi nesse contexto que a pandemia de Covid-19 apresentou desafios sem precedentes, pegando a todos desprevenidos para uma crise sanitária de magnitude histórica, como lembrou a deputada.
O Início de Tudo: Doação de Salário e um Compromisso Pessoal
A jornada de Ieda Chaves na esfera social teve um ponto de partida claro: a decisão de doar seu salário como primeira-dama. O então prefeito Hildon Chaves a incumbiu de escolher pessoalmente o destino dessas doações, um gesto que abriu as portas para um contato mais direto com a realidade de muitos porto-velhenses.
Ao longo desse processo, Chaves conheceu o trabalho “fantástico” de diversas pessoas e entidades. Ela destacou o impacto de encontrar indivíduos que dedicam sua vida e tempo a ajudar os outros, mesmo possuindo pouco. “Tantas pessoas que se comprometem, com a vida e o tempo, que não têm nada e ainda o pouco que têm dividem. Isso foi muito forte”, declarou.
A Realidade da Vulnerabilidade e o Impacto da Pandemia
As visitas aos bairros mais distantes do centro de Porto Velho trouxeram um retrato contundente da vulnerabilidade social. Ieda Chaves relatou o choque de encontrar famílias em situação de extrema necessidade, com armários vazios e sem recursos para enfrentar uma crise para a qual ninguém estava preparado.
A pandemia de Covid-19, um evento histórico que remete a mais de um século, impôs uma realidade nova e desafiadora para todos. “A pandemia obviamente pegou todos despreparados. Quem imagina viver uma pandemia? A última fazia mais de 100 anos que tinha acontecido”, pontuou.
Mobilização Solidária em Tempos de Crise
Diante da urgência imposta pela pandemia, a resposta veio das ruas e da sensibilidade da população. Caixas para arrecadação de doações foram estrategicamente posicionadas em frente a supermercados, e a garagem da residência da primeira-dama se tornou o centro de organização e montagem das cestas básicas.
A logística das entregas era intensa, chegando a incluir ração para animais abandonados no carro, demonstrando a amplitude do cuidado. “Íamos fazer entrega, inclusive com ração dentro do carro, a gente ia parando na rua colocando comida para os cachorros e para os gatos, e íamos na casa das pessoas, àquelas que realmente tinham essa necessidade.” Essa mobilização, realizada **sem recurso público**, resultou na distribuição de aproximadamente **20 mil cestas básicas**, um feito notável em meio à adversidade.
