Itália e Albânia em Chamas: Protestos contra Corrupção e Crise Econômica Deixam Feridos e Vandalismo

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Itália e Albânia em Chamas: Protestos contra Corrupção e Crise Econômica Deixam Feridos e Vandalismo

A Europa vive dias de tensão com protestos intensos na Itália e na Albânia. Manifestantes foram às ruas em ambos os países expressando descontentamento com a piora dos serviços públicos, o aumento do custo de vida e a corrupção governamental. Os atos, em muitos casos, descambaram para confrontos violentos com as forças de segurança, resultando em feridos e prisões.

Em Milão, na Itália, manifestantes encapuzados quebraram vitrines e incendiaram lixeiras na região da Piazza Duomo. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água para conter a multidão. A primeira-ministra Giorgia Meloni classificou os responsáveis como “vândalos” e convocou uma reunião de segurança para discutir medidas.

Na Albânia, os protestos liderados por estudantes contra a corrupção já completam seis dias. A capital, Tirana, foi palco de confrontos intensos, com manifestantes atirando pedras contra a polícia, que utilizou gás lacrimogêneo e balas de borracha. O primeiro-ministro Edi Rama rejeitou pedidos de renúncia, afirmando que os protestos ameaçam a adesão do país à União Europeia.

Confrontos em Milão e outras cidades italianas

A polícia italiana entrou em confronto com manifestantes em Milão neste domingo (18), após atos de vandalismo e saques a lojas. Cerca de centenas de manifestantes encapuzados quebraram vitrines e incendiaram lixeiras próximas à Piazza Duomo. Mais de 70 pessoas foram levadas à delegacia para averiguação. No sábado, distúrbios semelhantes em cidades como Bolonha, Bréscia e Turim resultaram na prisão de 28 manifestantes.

A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou os atos, classificando os envolvidos como “vândalos que se aproveitam das manifestações para semear o caos”. Ela anunciou uma reunião de segurança para esta segunda-feira (19) para discutir a situação. Os protestos na Itália ecoam a onda de violência registrada na França, onde manifestações contra a inflação e o declínio dos serviços públicos também levaram a confrontos.

Protestos na Albânia chegam ao sexto dia com violência

Na Albânia, os protestos contra a corrupção, liderados por estudantes, completam seis dias. Manifestantes incendiaram prédios públicos e bancos, destruíram vitrines e usaram pedras para atacar policiais em Tirana. A tropa de choque respondeu com gás lacrimogêneo, canhões de água e balas de borracha. Segundo a polícia, 388 pessoas foram denunciadas por crimes durante as manifestações, e dezenas de policiais e manifestantes ficaram feridos.

O primeiro-ministro Edi Rama rejeitou os pedidos de renúncia, argumentando que os protestos não representam uma ameaça ao seu governo, mas sim às esperanças da Albânia de ingressar na União Europeia. Rama afirmou que o país está combatendo o crime “como nunca antes”, apesar dos escândalos de corrupção que têm manchado sua imagem.

O contexto da crise e as declarações dos líderes

A atual onda de insatisfação na Albânia sucede meses de protestos pacíficos contra um projeto imobiliário de luxo na costa do país. Este cenário representa o maior desafio político para Rama, que governa desde 2013. Ele sugeriu que interesses estrangeiros não especificados estariam por trás da crise e de um suposto ataque com drone ao seu escritório.

A Comissão Europeia condenou o uso da violência, mas elogiou o compromisso das autoridades locais em proteger o direito de protesto. A Albânia, ao lado de Montenegro, lidera o grupo de países dos Bálcãs que tentam ingressar na União Europeia, com meta de adesão até 2030. A instabilidade política e a corrupção são vistos como entraves significativos para esse objetivo.

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