Novo secretário de Saúde de Rondônia, Edilton Oliveira, é alvo de críticas severas por gestão caótica e conflitos com a base aliada do governador Marcos Rocha.
A Coluna Notícias da Corte, do jornal Folha Rondoniense, traz à tona um cenário preocupante na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) de Rondônia sob a gestão do novo secretário, o médico Edilton Oliveira. Conhecido em Cacoal, Oliveira assumiu a pasta com a promessa de solucionar problemas, mas, segundo relatos, a situação teria se agravado consideravelmente desde sua chegada.
A má gestão e a forma como o novo secretário tem conduzido os trabalhos têm gerado forte insatisfação entre deputados da base aliada do governador Marcos Rocha. Contratos suspensos, atrasos em pagamentos e descontinuidade em serviços essenciais são algumas das denúncias que circulam nos bastidores políticos e administrativos do estado.
Esses desdobramentos na Sesau levantam questionamentos sobre a escolha de Oliveira para um cargo de tamanha responsabilidade, especialmente em um momento delicado para a administração estadual. A coluna ainda sugere que a indicação do secretário pode ter sido influenciada por terceiros, levantando suspeitas sobre os critérios de nomeação, conforme apurado pela Folha Rondoniense.
Incertezas e atrasos marcam a gestão de Edilton Oliveira na Saúde estadual
Desde que assumiu a Secretaria de Estado da Saúde, Edilton Oliveira tem sido apontado como o pivô de um crescente mal-estar administrativo. A coluna Notícias da Corte relata que a situação na Sesau, já delicada, teria se deteriorado sob sua liderança. Deputados estaduais, inclusive da base de apoio ao governador Marcos Rocha, expressam descontentamento com a postura do novo secretário, que estaria “pisando” nos parlamentares.
As consequências dessa gestão turbulenta já são visíveis. Contratos importantes foram suspensos, impactando diretamente a oferta de serviços de saúde. Cirurgias eletivas estão paralisadas, e entidades filantrópicas que dependem de repasses estaduais correm o risco de não receber os recursos acordados, gerando apreensão no setor.
Além disso, convênios essenciais estão travados, e pagamentos a empresas que fornecem materiais e prestam serviços à Sesau acumulam atrasos. Essa paralisação afeta toda a cadeia de suprimentos e serviços da saúde pública rondoniense, aumentando a preocupação de pacientes e profissionais.
Rombo bilionário e desconfiança na solução de problemas antigos
A gestão de Marcos Rocha já enfrentava questionamentos sobre um rombo nas contas da saúde, estimado em quase duzentos milhões de reais. A expectativa era de que o novo secretário, com apoio do governador, pudesse apresentar soluções concretas para essa grave situação fiscal. No entanto, a coluna Folha Rondoniense sugere que os problemas apontados pelo Tribunal de Contas podem se agravar.
As informações divulgadas indicam que a administração do estado pode ter sido “terceirizada”, levantando dúvidas sobre a capacidade de resolução dos problemas financeiros e administrativos da saúde. A forma como a indicação de Edilton Oliveira foi feita, com especulações sobre influências externas, aumenta a desconfiança sobre a transparência e a eficácia das decisões tomadas.
A falta de clareza e a gestão aparentemente caótica na Sesau geram um clima de insegurança, especialmente diante da magnitude dos desafios financeiros e operacionais que a pasta enfrenta. A continuidade dessa situação pode comprometer ainda mais a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população rondoniense.
Marcos Rocha enfrenta rejeição e críticas pela permanência no cargo e decisões controversas
A decisão do governador Marcos Rocha de permanecer no cargo até o fim de seu mandato tem sido alvo de críticas contundentes. Pesquisas internas apontariam uma rejeição de 63% por parte da população, um índice considerado “monstruoso” pela Coluna Notícias da Corte. O medo de uma possível derrota eleitoral teria sido o principal fator para sua permanência.
A publicação também menciona um embate público entre Rocha e Sergio Gonçalves, a quem o governador teria chamado de “covarde, traidor, golpista e mentiroso”. Logo após, Rocha exonerou remanescentes da equipe de Gonçalves, em um movimento interpretado como demonstração de poder. A permanência de Rocha é vista como um infortúnio para os rondonienses, que terão que conviver por mais nove meses com sua gestão, considerada “péssima” pela coluna.
Outro ponto de discórdia é a não adesão de Rondônia ao plano federal de subsídio aos combustíveis. A decisão de não reduzir o ICMS sobre diesel e derivados indica um descaso com a alta dos preços dos combustíveis, gerando revolta na população. A Folha Rondoniense questiona a declaração de Rocha de que a “fúria” daria continuidade ao seu governo, comparando a situação a um bordão popular.
Expedito Neto e outros nomes políticos sob escrutínio em Rondônia
A publicação também aborda a baixa popularidade do candidato do PT, Expedito Neto, que, segundo a última pesquisa citada, sofreu um “baque” com a rejeição de sua candidatura ao governo. Com poucos meses para reverter os números, Neto e a cúpula petista enfrentam um desafio considerável.
A Secretaria de Infraestrutura, sob o comando de Leo Moraes, também é criticada. O uso de “pranchas de brancal” na construção da Ponte do Bate Estaca gerou comentários negativos e críticas à equipe de Moraes. A coluna ironiza que, se fosse uma festa, a obra seria “top”.
Ainda há prognósticos sobre as eleições para deputado estadual, com “vários prognosticadores” prevendo os nomes dos eleitos. A publicação critica essa antecipação, especialmente quando pessoas inelegíveis são incluídas nas listas, chamando a prática de “feia” e “impressionante”. A coluna destaca a força do Partido Liberal (PL) em Rondônia, com a presença de Flávio Bolsonaro, Marcos Rogério e Fernando Máximo em um encontro em Ji Paraná, sinalizando um forte movimento político na região.
Denúncias de maus-tratos a idosos e submissão da Câmara Municipal de Porto Velho
Um grave episódio denunciado pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Velho, Gedeão Negreiros, lança luz sobre a situação de idosos em um Centro de Convivência. Negreiros acusa a administração de Léo Moraes de abandonar os idosos, com relatos de falta de comida e maus-tratos. Uma denúncia formal será encaminhada ao Ministério Público.
A coluna crítica a Câmara Municipal de Porto Velho, descrevendo-a como “submissa” e “vassala” ao prefeito Léo Moraes. Apenas o vereador Combate é citado como independente. A situação precária da Estrada Santo Antônio, com obras abandonadas e equipamentos ao relento, é apontada como um exemplo do descaso com a infraestrutura e a população.
A preocupação com o aumento da cota parlamentar pelos vereadores é contrastada com a falta de ação em relação aos problemas reais da cidade. A publicação sugere que a Câmara se preocupa mais com seus próprios benefícios do que com as demandas urgentes da população, como a recuperação de vias essenciais e o bem-estar dos cidadãos mais vulneráveis.
