Mulher Resgatada Viva Após 37 Horas Sob Escombros de Terremoto na Colômbia Não Resiste e Morre; Família Confirma

BRASIL

Tragédia na Colômbia: esperança se transforma em luto com a morte de mulher resgatada viva após terremoto

A história de esperança que emocionou a Colômbia chegou a um desfecho trágico. Daniela Largo, de 32 anos, resgatada com vida após ficar quase 37 horas soterrada pelos escombros do forte terremoto que abalou o país, não resistiu e faleceu na noite de sexta-feira (14) em um hospital. A confirmação veio de familiares neste sábado (15), abalando ainda mais uma nação já devastada.

O resgate de Daniela, em meio a gritos de alegria e aplausos em Pereira na terça-feira (11), havia se tornado um símbolo de superação e um raio de luz em meio à destruição. Ela deixa um filho de 12 anos, que agora terá que lidar com a perda da mãe em circunstâncias tão dolorosas. A mãe de Daniela, Sandra Milena Pérez, expressou à AFP a dor e o desejo de que o sofrimento termine logo: “Só quero que tudo isso acabe logo”.

O terremoto de magnitude 7,4, o mais potente do século na Colômbia, registrou desde segunda-feira (10) mais de 280 mortos e 4 mil feridos. Cidades como Cali e Pereira foram as mais severamente atingidas. As autoridades continuam os esforços de busca por pelo menos 320 desaparecidos, segundo informações do órgão responsável pelo atendimento a desastres, com poucas esperanças de encontrar mais sobreviventes.

Buscas e Luto em Áreas Afetadas

Seis dias após o tremor, equipes de resgate trabalham incessantemente nas áreas mais atingidas, removendo destroços de telhados e paredes com maquinário pesado. O odor de decomposição se intensifica com o passar dos dias, à medida que as buscas por sobreviventes se tornam cada vez mais difíceis. Famílias enlutadas têm realizado funerais após conseguirem recuperar os corpos de seus entes queridos.

Em Cali, a cidade com o maior número de vítimas fatais, centenas de sobreviventes que perderam suas casas ou temem a instabilidade de edifícios devido às réplicas passam as noites em abrigos improvisados em parques. A solidariedade se manifesta com a preparação de alimentos típicos, como o “sancocho”, para ajudar os desabrigados.

Solidariedade e Ajuda Humanitária

Pontos de atendimento psicológico virtual e presencial foram estabelecidos em diversas regiões para oferecer suporte aos afetados. Socorristas e voluntários lidam com o cansaço e a angústia, mas a força da comunidade se destaca. Maria Josefa Aragón, cozinheira voluntária de 42 anos, expressou seu sentimento: “Faço isso porque vem do coração. [Vou] ajudar meus vizinhos o máximo que puder”.

Em Bogotá, que não sofreu danos significativos, voluntários organizam toneladas de ajuda humanitária doada às regiões mais afetadas, formando correntes humanas para agilizar o processo. Programas e aplicativos foram criados para auxiliar na localização de animais de estimação desaparecidos, demonstrando a abrangência do apoio.

Deslocamentos e Declaração de Emergência

A tragédia levou algumas pessoas a percorrerem milhares de quilômetros em busca de familiares. Uma venezuelana viajou da Espanha para Cali na esperança de encontrar a filha de 24 anos e o genro, ambos desaparecidos. A mãe, que pediu para não ser identificada, teme o pior: “Três anos sem vê-la para agora vê-la assim”.

O presidente Abelardo de la Espriella visitou áreas atingidas e declarou emergência econômica nacional, anunciando medidas de ajuda aos desabrigados. Até o momento, mais de 14 mil casas foram destruídas devido ao devastador terremoto na Colômbia, cujas consequências ainda estão sendo totalmente mensuradas.

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