Netanyahu na ONU: Acusações de Genocídio, Críticas ao Prefeito de NY e Reação de Mamdani

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Netanyahu na ONU: Acusações de Genocídio, Críticas ao Prefeito de NY e Reação de Mamdani

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, protagonizou um momento de alta tensão na Assembleia Geral da ONU nesta quinta-feira (24). Em seu discurso, Netanyahu não apenas rebateu as graves acusações de genocídio contra Israel no conflito em Gaza, mas também direcionou críticas contundentes ao prefeito de Nova York, Eric Adams, chamando-o de antissemita e repetidor de mentiras.

A resposta do prefeito de Nova York não tardou, com Mamdani acusando Netanyahu de tentar “maquiar o genocídio contra os palestinos” e de insistir em “mentiras infundadas”. A troca de farpas evidencia a crescente polarização e as complexas dinâmicas diplomáticas em torno do conflito.

O discurso de Netanyahu ocorreu em meio a um cenário de crescente isolamento diplomático de Israel, com países tradicionalmente aliados adotando posturas mais críticas. A fala do premiê buscou defender as ações de Israel e também sinalizar uma forte oposição às críticas internacionais, conforme apurado pelo g1.

Rebatendo Acusações e Criticando o Prefeito de Nova York

Benjamin Netanyahu declarou veementemente que a acusação de genocídio contra Israel é “a maior mentira do século”. Ele argumentou que as forças israelenses tomaram medidas para minimizar vítimas civis, como o envio de alertas e a promoção de vacinação em Gaza. O premiê israelense também acusou o Hamas de usar civis como escudos humanos, justificando a necessidade de suas ações militares.

Em um ataque direto ao prefeito de Nova York, Eric Adams, Netanyahu afirmou que os judeus “não se sentem mais seguros em Nova York” desde a eleição de Adams. Ele acusou o prefeito de disseminar “acusações falsas e repetidas” de genocídio e de tentar impedir sua presença na ONU. “Você não pode me silenciar. Você não pode silenciar a verdade”, declarou Netanyahu.

Mamdani Responde: “Repetiu Mentiras”

Pouco após o discurso de Netanyahu, o prefeito de Nova York, Eric Adams, reagiu veementemente. Adams acusou o premiê israelense de repetir mentiras infundadas com o objetivo de “maquiar o genocídio contra os palestinos”. Ele enfatizou que “nenhuma mentira” pode alterar o fato de que Netanyahu é alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional.

A referência de Mamdani ao mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, emitido em 2024, refere-se às investigações sobre possíveis crimes de guerra relacionados à ofensiva israelense em Gaza. Vale lembrar que, após inicialmente ameaçar prender Netanyahu, Mamdani reconheceu publicamente não ter autoridade legal para tal ação.

Netanyahu Critica Europa e Acusações de Antissemitismo

Durante seu pronunciamento na ONU, Netanyahu também associou as críticas a Israel ao crescimento do antissemitismo global. Ele mencionou que judeus têm sido ameaçados e atacados em diversas cidades ao redor do mundo devido à sua identidade.

O líder israelense direcionou críticas a líderes de países da Europa Ocidental, que, segundo ele, “cederam às multidões antissemitas” e optaram pela “fraqueza” e “apaziguamento”. Essa declaração surge em um contexto onde países como o Reino Unido e a França adotaram medidas contra produtos de assentamentos israelenses na Cisjordânia, e o presidente francês Emmanuel Macron defendeu o reconhecimento do Estado palestino.

Vaias, Aplausos e a Questão Iraniana

O discurso de Netanyahu iniciou sob vaias e com a saída de vários delegados do plenário, um ato que ele ironizou como de “covardes morais”. No entanto, seu pronunciamento também foi recebido com aplausos por um grupo de apoiadores presentes na galeria superior.

Em um momento significativo, Netanyahu defendeu as ações militares de Israel contra as instalações nucleares do Irã, afirmando que tais ataques serviram para a proteção do mundo inteiro. Ele argumentou que, ao se defender, Israel estava protegendo muitos países cujos delegados haviam deixado o plenário. A decisão de atacar o programa nuclear iraniano, segundo ele, foi difícil, mas necessária, declarando: “Se não tivéssemos feito isso, estaríamos todos mortos”.

As autoridades palestinas informam que mais de 73 mil pessoas foram mortas na ofensiva israelense contra a Faixa de Gaza, iniciada após ataques do Hamas em outubro de 2023, que resultaram na morte de cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel.

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