Palmeiras vence o Fluminense nos pênaltis e avança à final da Libertadores 2026, com segredo de Abel Ferreira e atuação heroica de Carlos Miguel.
O Palmeiras está mais uma vez na final da Copa Libertadores. Na noite de quarta-feira (21), o time paulista demonstrou resiliência e superou o Fluminense em uma disputa emocionante de pênaltis, garantindo sua vaga na decisão do torneio continental. A vitória, que teve o goleiro Carlos Miguel como grande destaque, consolida a força da equipe sob o comando de Abel Ferreira, que revelou ter criado um protocolo específico para lidar com a pressão das cobranças.
O confronto de volta da semifinal, disputado no Nubank Parque, em São Paulo, viu o Palmeiras perder por 1 a 0 para o Fluminense, resultado que levou a decisão para as penalidades, já que o placar agregado ficou igualado. Hércules marcou o gol do Fluminense aos 36 minutos do segundo tempo, forçando a disputa que definiria o finalista.
O goleiro Carlos Miguel brilhou ao defender a cobrança de Nonato, enquanto os batedores palmeirenses, Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Piquerez e Marlon Freitas, converteram suas chances com precisão. A conversão de Marlon sacramentou a classificação do Palmeiras para sua oitava final de Libertadores, a quarta sob a batuta de Abel Ferreira, que já conquistou o troféu em 2020 e 2021.
Abel Ferreira explica protocolo para pênaltis e supera traumas recentes
Após a classificação suada, Abel Ferreira abordou as dificuldades históricas do Palmeiras em disputas de pênaltis nos últimos anos. O treinador português revelou a criação de um protocolo pessoal para gerenciar essas situações de alta pressão, sem, no entanto, detalhar todos os seus componentes.
“Eu gostaria de dizer o que eu faço, mas não há receitas mágicas, há o que você acredita. Nós perdemos tanto nos pênaltis, que eu criei um protocolo, e ponto”, afirmou Abel, indicando uma mudança de mentalidade e estratégia.
Abel Ferreira destacou que a preparação puramente técnica não é suficiente para replicar a intensa pressão emocional vivenciada pelos jogadores em momentos decisivos. O treinador também explicou sua decisão de não acompanhar as cobranças diretamente do gramado, ressaltando que a equipe demonstrou maior confiança e superou a insegurança que antes marcava essas disputas.
Entre 2021 e 2024, o Palmeiras havia sofrido sete eliminações em dez confrontos decididos por pênaltis. Contudo, nesta edição da Libertadores, a equipe mostrou força ao vencer duas disputas consecutivas, contra LDU e Fluminense, evidenciando a eficácia do novo protocolo.
Carlos Miguel, herói nos pênaltis, mantém estratégia em sigilo e exalta o elenco
Carlos Miguel, o protagonista da noite, preferiu manter em segredo o método que o levou a defender a cobrança decisiva. “Nunca vou contar pra ninguém minha estratégia. Não vai ser agora”, declarou o goleiro, que já havia sido fundamental nas quartas de final contra a LDU.
O camisa 1 fez questão de ressaltar que a classificação é fruto do trabalho coletivo, elogiando a competência dos companheiros que converteram suas cobranças. “Conseguimos bater da melhor maneira possível. Sem os jogadores batendo competentemente, nós não teríamos vencido”, disse.
O goleiro também agradeceu o apoio incondicional da torcida, mesmo após o gol sofrido no segundo tempo. “A torcida acreditou mesmo a gente sofrendo o gol”, afirmou, evidenciando a importância do apoio das arquibancadas.
Abel Ferreira analisa dificuldades contra o Fluminense e o peso da vantagem
O técnico Abel Ferreira reconheceu que o Palmeiras enfrentou dificuldades para impor seu ritmo de jogo contra o Fluminense, atribuindo isso à experiência do adversário e à pressão de defender a vantagem construída no jogo de ida.
“Não posso deixar de falar do adversário. É uma equipe extremamente experiente, desde o goleiro ao centroavante”, elogiou Abel, destacando a qualidade individual e coletiva do Fluminense.
Ele explicou que a equipe adotou uma postura mais cautelosa em campo, ciente da vantagem construída anteriormente. “De modo geral, os jogadores foram prudentes, ou seja, sabiam que tinham vantagem”, explicou o treinador.
Abel Ferreira também frisou a influência do fator psicológico em jogos eliminatórios, onde o medo de perder a vantagem pode coexistir com a ousadia de ampliá-la. “O lado emocional entra muito neste tipo de jogo com o medo de perder a vantagem ou a ousadia e a coragem de continuar a ampliar a vantagem que já trazíamos”, declarou.
Abel Ferreira envia mensagem à torcida e projeta futuro na Libertadores
O treinador valorizou imensamente a presença e o apoio da torcida palmeirense, mesmo após o gol sofrido que levou a partida para os pênaltis. “Hoje precisamos não apenas dos nossos jogadores, mas da alma do clube, que é nossa torcida”, afirmou.
Abel Ferreira ressaltou o quão difícil é chegar a mais uma final de Libertadores, algo que pode parecer normalizado pela torcida, mas que exige um esforço monumental. “Parece fácil, parece que normalizamos uma coisa que é extremamente difícil, que é chegar à final da Libertadores”, declarou.
O comandante português expressou o desejo de que a classificação traga alegria aos torcedores, mas lembrou que o calendário apertado não permite uma celebração prolongada. “Mais do que tudo, é missão cumprida. Fazer com que os torcedores possam dormir bem”, disse, já focado nos próximos desafios.
Final da Libertadores 2026: Palmeiras aguarda definição de adversário no Uruguai
O Palmeiras disputará a grande final da Libertadores no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai, no final de novembro. O adversário será definido no confronto entre Flamengo e Estudiantes, que se enfrentam em jogo decisivo.
O clube paulista busca o tetracampeonato da América, somando os títulos de 1999, 2020 e 2021. Antes da decisão continental, o Palmeiras retoma suas atenções para o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil, onde segue na luta por mais troféus.
