Pastor é condenado por intolerância religiosa após destruir centro de umbanda em Rondônia
Um pastor evangélico foi condenado por intolerância religiosa após invadir um centro de Umbanda em São Francisco do Guaporé, Rondônia, e destruir objetos sagrados. O incidente, que chocou a comunidade local, levou a uma decisão judicial que estabeleceu pena de reclusão e multa para o acusado.
O homem, identificado como Antônio, entrou no terreiro com uma bíblia em mãos, realizou uma oração e, em seguida, começou a destruir itens essenciais para os rituais da casa. A ação gerou tensão e levou o responsável pelo centro a acionar a Polícia Militar para evitar um confronto maior.
O caso ganhou repercussão e, após o julgamento, o pastor foi sentenciado. A decisão judicial reforça a importância do respeito à diversidade religiosa e a criminalização de atos de preconceito. Conforme divulgado pelo g1, o pastor poderá recorrer da decisão em liberdade.
Pastor Antônio Muniz condenado por destruir objetos sagrados
O pastor evangélico Antônio Muniz foi condenado na última sexta-feira (24) por **intolerância religiosa**. Ele foi o responsável por invadir um centro de Umbanda na cidade de São Francisco do Guaporé, em Rondônia, e **destruir objetos religiosos** de valor inestimável para os praticantes da religião.
Ação de vandalismo e preconceito religioso
Segundo relatos de testemunhas, Antônio Muniz adentrou o centro de Umbanda portando uma bíblia. Após realizar uma oração, ele iniciou a **destruição de itens utilizados nos rituais** da casa. O pai de santo, Alécio Pereira, que é o responsável pelo terreiro, tentou dialogar com o invasor, mas a situação se tornou tensa, levando-o a chamar a Polícia Militar para evitar um confronto direto.
O pastor foi detido na ocasião e levado à delegacia, onde prestou depoimento. Ele aguardou o desenrolar do processo em liberdade. A comunidade religiosa local expressou preocupação com o ato de **intolerância religiosa** e a violência empregada.
Condenação e pena estabelecida pela Justiça
O tribunal considerou que houve **preconceito religioso com violência**, causando um **impacto significativo nas vítimas** e no funcionamento do centro religioso. A decisão final determinou a condenação de Antônio Muniz a **três anos de reclusão em regime semiaberto**. Além da pena de prisão, o pastor foi obrigado a pagar uma **multa de R$ 5 mil** às vítimas como forma de reparação pelos danos causados.
A defesa do réu, ao ser contatada pelo g1, optou por não se pronunciar sobre a decisão. Antônio Muniz tem o direito de **recorrer da sentença** enquanto permanecer em liberdade, mas o caso serve como um alerta sobre a importância do respeito às diferentes manifestações de fé no Brasil e o combate à **intolerância religiosa**.
