Pentágono estima 6 meses para desativar minas no Estreito de Ormuz, com potencial impacto global no preço dos combustíveis.
Uma apresentação confidencial do Pentágono ao Congresso dos Estados Unidos revelou que a remoção de minas no Estreito de Ormuz poderia se estender por até seis meses. Essa possibilidade levanta sérias preocupações sobre o fornecimento global de energia e o consequente aumento no preço dos combustíveis em todo o planeta.
O Estreito de Ormuz, uma via marítima vital, tem operado com restrições significativas desde o início dos confrontos entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Antes do conflito, por essa passagem estratégica transitava quase 20% do petróleo e gás consumidos mundialmente, destacando sua importância inegável para a economia global.
Conforme reportado pelo jornal Washington Post, citando três fontes anônimas, parlamentares foram informados sobre a possível instalação de cerca de 20 minas ou mais pelo Irã na região do estreito. A complexidade da situação é acentuada pela tecnologia utilizada, que dificulta a detecção e remoção, conforme informações divulgadas pelo Washington Post.
Tecnologia GPS Dificulta Detecção de Minas Iranias
Uma fonte do Departamento da Defesa detalhou que algumas das minas foram posicionadas na água utilizando tecnologia GPS, permitindo a colocação à distância e tornando a detecção um desafio considerável. Outras minas teriam sido instaladas através do uso de pequenas embarcações, adicionando outra camada de complexidade ao processo de neutralização.
Pentágono Contesta Prazo de Seis Meses e Nega Fechamento Total
Em comunicado oficial enviado à AFP, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, classificou um fechamento de seis meses do Estreito de Ormuz como uma **”impossibilidade e algo completamente inaceitável”**. Parnell ressaltou que a notícia se baseia em uma sessão de informações confidenciais e que diversos pontos apresentados são “falsos”, buscando mitigar os receios gerados pela informação inicial.
Guarda Revolucionária do Irã Já Havia Emitido Alerta
É importante notar que a Guarda Revolucionária do Irã já havia emitido um alerta em meados de abril sobre uma “zona perigosa” de 1.400 quilômetros quadrados que poderia conter minas. Este aviso prévio reforça a preocupação com a segurança da navegação na região e a potencial ameaça à infraestrutura energética global.
A tensão na região e a possibilidade de interrupção do fluxo de petróleo e gás continuam sendo fatores de grande preocupação para o mercado internacional, com reflexos diretos nos preços dos combustíveis e na estabilidade econômica global.
