Morte de contratado da OMS em Gaza suspende evacuação de pacientes para o Egito
Um grave incidente em Gaza resultou na morte de um prestador de serviços contratado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O ocorrido, classificado como um ‘incidente de segurança’, levou à suspensão imediata das transferências médicas de pacientes que estavam planejadas para esta segunda-feira (6).
A transferência visava levar pacientes de Gaza para o Egito, atravessando o posto de Rafah. A morte do contratado, cujo nome não foi divulgado, e o fato de outros dois funcionários da OMS estarem no local no momento do incidente, geraram grande comoção e preocupação na comunidade internacional.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, lamentou profundamente o ocorrido e prestou condolências à família da vítima. A organização informou que o caso está sob investigação pelas autoridades competentes, e ainda não há previsão para a retomada das importantes operações de transferência médica, conforme divulgado pela OMS.
Funcionários da OMS no local do incidente
No momento do incidente de segurança que vitimou o contratado da OMS, outros dois funcionários da organização estavam presentes no local. Felizmente, ambos escaparam ilesos, mas a comoção com o ocorrido foi grande. A OMS reitera que a segurança de seus colaboradores e dos pacientes é uma prioridade máxima.
Histórico de ataques a instalações de saúde
Este trágico evento em Gaza não ocorre isoladamente. O diretor-geral da OMS tem alertado consistentemente sobre a crescente onda de ataques a instalações de saúde em zonas de conflito. No início de abril, Ghebreyesus já havia manifestado preocupação após um ataque ao Hospital Universitário Rafik Hariri, no Líbano, que, embora não tenha sido diretamente atingido, causou danos significativos em uma área residencial próxima.
Naquele incidente específico, quatro pessoas perderam a vida e 39 ficaram feridas. Um levantamento da OMS apontou que, entre 28 e 31 de março, nada menos que 11 ataques atingiram instalações de saúde libanesas, resultando em um total de 9 mortes e 5 feridos em um curto período.
Ataque devastador no Sudão
Mais recentemente, no final de abril, a OMS relatou um ataque brutal contra o Hospital de Ensino El-Daein, localizado na região de Darfur Oriental, no Sudão. O bombardeio foi extremamente devastador, causando um elevado número de vítimas civis e profissionais de saúde. O balanço oficial indicou que ao menos 64 pessoas morreram na ofensiva.
Entre os mortos, a OMS confirmou a presença de 13 crianças, além de um médico, duas enfermeiras e diversos pacientes que estavam na unidade. O ataque deixou ainda 89 feridos, sendo que oito desses feridos são profissionais de saúde que trabalhavam no hospital no momento da explosão. Estes eventos sublinham a grave crise de segurança enfrentada por trabalhadores e pacientes em áreas de conflito, destacando a vulnerabilidade dos sistemas de saúde.
