Trump não tem pressa para encerrar “guerra” com Irã e diz que “tem todo o tempo do mundo”; EUA reforçam bloqueio naval

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Trump adia fim de “guerra” com Irã e envia recado duro: “Tenho todo o tempo do mundo”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que não sente urgência em encerrar as tensões com o Irã, conhecidas como uma “guerra” não declarada. Em publicações nas redes sociais, Trump enfatizou que o “relógio está correndo” para os iranianos e que qualquer acordo com Teerã só será concretizado quando for considerado “apropriado e vantajoso” para os Estados Unidos e seus aliados.

A postura de Trump sinaliza um prolongamento da atual situação de impasse, com negociações travadas, mas com trocas de mensagens indiretas através de mediadores. O presidente americano criticou parte da imprensa dos EUA, afirmando ser a pessoa “menos pressionada” para resolver o conflito.

Conforme informado por Trump, os Estados Unidos e Israel teriam sido responsáveis pela destruição da Marinha e da Força Aérea do Irã, além de sistemas de defesa antiaérea. Ele também reiterou a intenção de manter o bloqueio naval a embarcações que tentem acessar ou deixar portos iranianos, reforçando a pressão sobre o país persa.

“Atirar e matar”: Trump autoriza ação militar no Estreito de Ormuz

Em uma declaração mais contundente, Donald Trump revelou ter emitido uma ordem de “atirar e matar” para a Marinha dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz. Segundo o presidente, forças americanas atacarão qualquer embarcação envolvida na colocação de minas na estratégica via marítima. Esta ordem surge em um momento crítico, com o jornal The Washington Post reportando que o Pentágono estima em até seis meses o tempo necessário para a retirada de minas na região.

Irã sob pressão: Liderança dividida e controle naval americano

Trump também comentou sobre a situação política interna do Irã, sugerindo que o país está “tendo muita dificuldade para decidir quem é o líder”. Ele assegurou que o controle sobre o Estreito de Ormuz está “sob total controle” dos Estados Unidos, demonstrando confiança na capacidade americana de gerenciar a área e impedir ações hostis.

Bloqueio naval e negociações estagnadas: O impasse entre EUA e Irã

A questão das minas navais posicionadas pelo Irã no Estreito de Ormuz tem sido um ponto central nas últimas semanas, impactando as negociações entre Washington e Teerã para a reabertura da passagem. Navios comerciais foram impedidos de cruzar a rota, e há um temor generalizado de navegação devido à presença de explosivos, o que justifica a intensificação das medidas de segurança e bloqueio por parte dos EUA.

Acordo só quando for “bom para os Estados Unidos”

O presidente americano reiterou sua posição de que qualquer acordo com o Irã somente será firmado quando for considerado “apropriado e bom para os Estados Unidos da América, para os aliados e, na verdade, para o resto do mundo.” Essa declaração sublinha a prioridade dada aos interesses americanos e de seus parceiros nas negociações em andamento, mesmo que estas se prolonguem.

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