Duas Pessoas Presas com Chifre de Búfalo em Operação da PF Contra Crimes Ambientais em Rondônia
A Polícia Federal (PF) realizou a “Operação Fronteira Viva” em Rondônia, resultando na prisão de duas pessoas e na apreensão de chifres de búfalo, armas e munições. A ação visou combater crimes ambientais, especificamente a caça ilegal, em uma área de preservação ambiental de grande importância ecológica.
A operação concentrou-se na Baía Rica, na foz do Rio Branco, em São Francisco do Guaporé, uma região que abriga importantes unidades de conservação e onde se encontram três biomas distintos: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado. A presença de milhares de búfalos invasores na área também é um fator de preocupação, sendo alvo de ações judiciais.
As prisões e apreensões ocorreram após denúncias ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) sobre um grupo que utilizava embarcações para a prática de caça dentro das áreas protegidas. A ação contou com o apoio do ICMBio e do Batalhão de Polícia Militar Ambiental de Rondônia (BPA).
Caça Ilegal e a Ameaça aos Búfalos e Fauna Nativa
Durante a operação, foram realizadas buscas em embarcações, onde foram encontrados armamentos, munições e equipamentos de pesca proibidos. Os suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à delegacia local, ficando à disposição da Justiça. A PF investiga a atuação do grupo na caça ilegal dentro das unidades de conservação.
Especialistas apontam que a presença dos búfalos nas unidades de conservação funciona como um atrativo para a caça, o que representa uma grande preocupação para os órgãos de controle. As reservas ambientais em Rondônia, como a Reserva Biológica Guaporé, são áreas de proteção máxima e restrição rigorosa.
Búfalos como Vetor de Caça e o Impacto na Biodiversidade
Wilhan Cândido, analista ambiental do ICMBio, explicou a dinâmica observada nas fiscalizações. “O caçador vem para caçar o búfalo e vê outras espécies nativas. Em diversas operações de fiscalização para combate à caça, nós pegamos caçadores com uma grande quantidade de búfalo, mas com várias espécies nativas: cervo, jacaré, tatu, o que eles encontram”, comentou.
Essa prática representa um **grave risco à biodiversidade** da região, pois além de serem animais introduzidos e invasores, os búfalos atraem caçadores que acabam por dizimar também as espécies nativas protegidas por lei. A “Operação Fronteira Viva” busca coibir essas atividades criminosas e proteger o ecossistema local.
Região Estratégica e a Importância da Conservação
A área onde a operação foi realizada, na Baía Rica, é considerada estratégica por conectar três importantes biomas brasileiros. A presença de unidades de conservação como a Reserva Biológica Guaporé, a Reserva Extrativista Pedras Negras e a Reserva de Fauna Pau D’Óleo, reforça a necessidade de fiscalização rigorosa.
A apreensão de chifres de búfalo durante a ação indica que o comércio ilegal de partes de animais pode ser uma das motivações para a caça. A Polícia Federal continua as investigações para identificar todos os envolvidos e desarticular completamente a rede criminosa que atua na região, visando a preservação do patrimônio natural de Rondônia.
