EUA pressiona China pela liberdade de Jimmy Lai, magnata da mídia pró-democracia preso em Hong Kong.
O Secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, anunciou que o presidente Donald Trump abordou diretamente o líder chinês, Xi Jinping, sobre a libertação do magnata da mídia Jimmy Lai e de outros detidos em Hong Kong. A expectativa americana é por uma resposta positiva de Pequim.
Jimmy Lai, uma figura proeminente na defesa da democracia e crítico ferrenho do governo chinês, foi sentenciado a 20 anos de prisão sob a controversa lei de segurança nacional imposta por Pequim ao território. A condenação, a mais longa aplicada até o momento sob essa legislação, gerou forte repercussão internacional.
Aos 78 anos, Lai foi considerado culpado de conspiração para se aliar a forças estrangeiras e de publicar artigos que poderiam incitar oposição ao governo. A pena, que poderia chegar à prisão perpétua, foi recebida com críticas pela União Europeia e pelo governo do Reino Unido, que a consideram, na prática, uma sentença de prisão vitalícia devido à idade do empresário.
Pedido direto de Trump a Xi Jinping
Durante sua visita oficial à China, Donald Trump utilizou a oportunidade para discutir o caso de Jimmy Lai e outros presos políticos diretamente com o presidente Xi Jinping. A informação foi divulgada por Marco Rubio em entrevista à rede NBC, onde ele expressou a esperança de que a China atenda aos apelos americanos pela libertação dos detidos.
Rubio não detalhou se Jimmy Lai seria acolhido nos Estados Unidos em caso de soltura, mas afirmou que o país estaria “aberto a qualquer acordo que funcione para eles, desde que ele tenha sua liberdade”. A declaração reforça o compromisso dos EUA em buscar a soltura do empresário.
Contexto da prisão de Jimmy Lai
A prisão de Jimmy Lai e a imposição da lei de segurança nacional em Hong Kong têm sido pontos de grande tensão entre o Ocidente e a China. A lei, implementada em 2020, restringiu severamente as liberdades civis e políticas no território, levando a detenções de ativistas e figuras da oposição.
A condenação de Lai, em fevereiro, foi um marco na repressão à dissidência. A sentença de 20 anos de prisão enviou uma mensagem clara sobre a intransigência de Pequim em relação a qualquer forma de oposição, gerando preocupações sobre o futuro da autonomia de Hong Kong.
Reações Internacionais à Condenação
A comunidade internacional reagiu com veemência à sentença de Jimmy Lai. A União Europeia, por exemplo, exigiu a “libertação imediata” de Lai e clamou para que Hong Kong “restaure” a liberdade de imprensa, um dos pilares democráticos que, segundo críticos, tem sido erodido pelo governo chinês.
O governo do Reino Unido também se manifestou, destacando que, dada a idade avançada de Lai, a pena de 20 anos equivale, na prática, a uma “prisão perpétua”. As declarações internacionais sublinham a preocupação global com o estado de direito e os direitos humanos em Hong Kong sob a nova lei de segurança nacional.
