Academia: Treino vira pesadelo com 160kg esmagando joelhos de jovem
Cenas chocantes capturadas por câmeras de segurança em uma academia na Asa Norte, em Brasília, revelam o momento aterrorizante em que um exercício rotineiro se transforma em um grave acidente. Uma estudante de 19 anos teve os dois joelhos esmagados ao realizar um treino com 160 quilos.
A jovem relatou que um cinto utilizado para estabilidade se soltou inesperadamente, fazendo com que a carga despencasse sobre suas pernas. O incidente resultou em fraturas severas em ambas as articulações, exigindo intervenção médica urgente e um longo período de recuperação.
O caso está sendo investigado pela 2ª Delegacia de Polícia do Distrito Federal, que apura a possibilidade de falha mecânica no equipamento. A família busca garantir o tratamento adequado para a vítima, que está afastada de qualquer atividade física por, no mínimo, um ano. Conforme informação divulgada pelo Metrópoles, a jovem suspeita que a trava do cinto possa ter se rompido.
Jovem relata falha em equipamento e tem joelhos esmagados
Júlia Stefany Cotrim Beserra, de 19 anos, que praticava musculação regularmente, vivenciou o pesadelo no dia 1º de abril de 2026. Durante a execução do exercício de elevação pélvica, com uma carga de aproximadamente 160 quilos, o cinto de segurança que deveria oferecer suporte simplesmente se soltou.
O equipamento deslizou violentamente em direção aos joelhos da estudante, pressionando suas pernas contra o solo com uma força avassaladora. As imagens registram o desespero de Júlia, que gritava por socorro em meio à dor insuportável. Outras pessoas presentes correram para ajudar e acionaram o Corpo de Bombeiros.
Testemunhas relataram que a jovem chegou a desmaiar devido à intensidade da dor. Ela foi levada em estado grave ao Hospital de Base, onde exames confirmaram a gravidade das lesões: **fratura em ambos os joelhos**.
Diagnóstico e tratamento: recuperação longa e dolorosa
No hospital, exames de raio-X e tomografia confirmaram o pior cenário para Júlia Stefany. A estudante de 19 anos sofreu fraturas em ambos os joelhos, necessitando de **cirurgia de urgência**. Atualmente, ela está sob forte medicação, incluindo morfina, devido à gravidade da dor.
Médicos alertam que a recuperação será um processo **longo e doloroso**. Júlia deverá ficar meses sem conseguir andar e seu afastamento de qualquer atividade física é estimado em, no mínimo, um ano. A família optou por buscar atendimento particular para agilizar o tratamento.
Família busca justiça e tratamento adequado
Diante da gravidade da situação e de relatos sobre o atendimento inicial, a família de Júlia buscou atendimento particular para garantir agilidade no tratamento. O advogado da vítima, Marco Vicenzo, criticou o atendimento inicial e afirmou que medidas judiciais serão tomadas.
“Ela foi atendida no hospital e mandada para casa com os dois joelhos quebrados. Agora, ou a família tem de se virar para pagar uma cirurgia particular ou eu vou garantir na Justiça, por liminar. A prioridade é garantir a cirurgia. Depois, responsabilizar os culpados”, declarou o advogado.
Júlia declarou em depoimento que utilizava o equipamento com a mesma carga frequentemente, sem nunca ter enfrentado problemas. Ela levanta a suspeita de que a trava do cinto possa ter se rompido, levantando questões sobre a **manutenção e segurança dos equipamentos** da academia.
A Polícia Civil segue investigando o caso, **apurando a possibilidade de falha mecânica por falta de manutenção adequada**. A coluna tenta contato com a administração da academia para obter um posicionamento.
