Aos 74 anos, aposentada de Porto Velho vota e reforça: ‘Na hora do voto, somos todos iguais’
Aos 74 anos, a aposentada federal Alzerina Plácida demonstra um forte senso de cidadania ao fazer questão de votar em Porto Velho, mesmo com o voto sendo facultativo para sua faixa etária. Para ela, o ato de votar representa a igualdade e a oportunidade de contribuir para o futuro do país.
Moradora do Bairro Novo, Dona Alzerina se deslocou até o centro da capital para exercer seu direito. Sua dedicação é vista como um exemplo inspirador, especialmente para as novas gerações, que muitas vezes subestimam o poder de suas escolhas eleitorais.
A história de Alzerina Plácida reforça a ideia de que a participação cívica transcende idade e condição social. Conforme divulgado pelo portal g1, ela enfatiza que, no momento da votação, todos os brasileiros são iguais, independentemente de sua origem ou raça, exercendo o mesmo direito democrático.
Um Exemplo de Cidadania e Igualdade
Alzerina Plácida, moradora do Bairro Novo em Porto Velho, não hesitou em ir às urnas. Mesmo com o voto facultativo para maiores de 70 anos no Brasil, ela fez questão de participar ativamente do processo eleitoral. Sua filha, Alessandra Plácida, a acompanhou e ressaltou a importância desse gesto.
“Tem que ter o voto da filha, do neto, da família inteira. Não importa se é pobre, preto ou branco; na hora do voto, somos todos iguais”, declarou Dona Alzerina, ressaltando a igualdade que o voto proporciona. Ela se deslocou até o centro da cidade, um trajeto que, no passado, costumava fazer a pé com alegria.
A pedagoga Alessandra Plácida destacou que a iniciativa de sua mãe é um exemplo para os mais jovens. “É muito importante que as futuras gerações saibam que eles têm esse poder de eleger a pessoa que queremos que nos represente, garantindo nossos direitos. Nós temos esse poder nas mãos”, afirmou.
Memórias de um Tempo de Luta e Serviço
Alzerina Plácida também compartilhou lembranças de sua época como servidora pública federal quando Rondônia ainda era um Território Federal. Ela atuava orientando e atendendo a população, sempre com o princípio de tratar a todos de forma igualitária.
“Sempre trabalhei no governo, na administração. Era para orientar as pessoas. A gente explicava, indicava o caminho. Tratava todo mundo igual, sem fazer diferença”, relembrou Dona Alzerina. Ela expressa o desejo de que os governantes atuais sigam o mesmo princípio, buscando tratar todos os cidadãos de maneira justa e equitativa.
O Poder do Voto e a Participação Cívica
A atitude de Alzerina Plácida reforça a relevância do exercício da cidadania. Em um país onde o voto é obrigatório para cidadãos alfabetizados entre 18 e 70 anos, a decisão de participar após essa idade demonstra um compromisso com os valores democráticos.
O fato de ela, mesmo com a possibilidade de não votar, fazer questão de ir às urnas, sublinha a importância que atribui à sua voz e à sua participação na escolha dos representantes. Sua história inspira a reflexão sobre o verdadeiro significado do voto como ferramenta de mudança e expressão popular.
