Ataques de Israel no Líbano deixam rastro de mortes entre profissionais de saúde e jornalistas
Nove paramédicos ligados à Organização Mundial da Saúde (OMS) foram mortos em cinco ataques distintos contra instalações de saúde no sul do Líbano. A informação foi divulgada neste sábado (28), que marca um mês do início dos conflitos no Oriente Médio, iniciados após ataques de EUA e Israel ao Irã.
Além das mortes dos profissionais de saúde, outros sete ficaram feridos. Em um bombardeio separado, três jornalistas libaneses também perderam a vida enquanto cobriam os eventos na região. A situação agrava a crise humanitária e a dificuldade de acesso à informação no país.
A OMS, através de seu diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, condenou veementemente os ataques, ressaltando o impacto devastador sobre os serviços de saúde no sul do Líbano. Ele apontou que a infraestrutura médica já sofre com o fechamento de hospitais e centros de atenção primária, além de unidades operando com capacidade reduzida.
Jornalistas mortos em bombardeio israelense
Os jornalistas Fatima Ftouni, repórter da Al Mayadeen, Mohammed Ftouni, cinegrafista, e Ali Shaib, repórter da Al Manar, foram vítimas de um bombardeio enquanto estavam em um veículo próximo à cidade de Jezzine, no sul do Líbano. A ação israelense gerou forte repúdio e questionamentos sobre a segurança de civis e profissionais da imprensa.
Em resposta às acusações, Israel afirmou que Ali Shaib era, na verdade, um membro da força Radwan, ligada ao grupo extremista Hezbollah. Segundo o governo israelense, Shaib operava há anos sob o disfarce de jornalista, o que, para eles, justificaria a ação militar. A alegação levanta sérias preocupações sobre a identificação e a proteção de jornalistas em zonas de conflito.
Impacto severo nos serviços de saúde
Os ataques direcionados aos serviços de saúde no sul do Líbano têm um impacto devastador, conforme denunciado pela OMS. A organização informou que quatro hospitais e 51 centros de atenção primária à saúde estão atualmente fechados. Essa interrupção dos serviços básicos de saúde agrava a situação para a população civil.
Além das unidades completamente inoperantes, diversas outras instalações de saúde operam com capacidade significativamente reduzida. Essa limitação compromete o atendimento a feridos e doentes, especialmente em um cenário de conflito intensificado, onde a necessidade de cuidados médicos é ainda maior. A OMS continua monitorando a situação e pedindo o respeito ao direito internacional humanitário.
