Pesquisa Veritá: Corrida ao Senado em Rondônia é Truncada e Sem Favorito Claro
A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal em Rondônia se mostra fragmentada e instável, segundo a mais recente pesquisa do Instituto Veritá. Diferente de apontar um líder isolado, o levantamento sugere um cenário político em aberto, onde diferentes métricas favorecem nomes distintos, aumentando a sensação de indefinição entre os eleitores rondonienses para as eleições de 2026.
O estudo chama atenção pela ausência de convergência entre os cenários analisados. Na pesquisa espontânea, onde os eleitores citam livremente seus candidatos, a deputada federal Sila Cristina lidera com 29,6% das respostas válidas. Em seguida, aparecem o também deputado federal Fernando Máximo, com 25%, e Bruno Bolsonaro Scheid, com 14,7%.
Ainda assim, a pesquisa, realizada entre 4 e 8 de maio de 2026 com 1.220 entrevistados, revela um alto grau de indecisão. Apenas 9% dos participantes afirmaram já ter um nome definido para o Senado no formato espontâneo, indicando que a corrida eleitoral ainda está em fase inicial de maturação. Esses dados foram divulgados pelo site Rondônia Dinâmica.
Cenário Estimulado Apresenta Bruno Bolsonaro na Liderança
Quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, o cenário muda significativamente. Na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid assume a dianteira com 32,1% das respostas válidas, seguido de perto por Fernando Máximo, com 28%. Sila Cristina, embora forte na espontânea, aparece em outras posições neste cenário.
A diferença entre os cenários espontâneo e estimulado é politicamente relevante. Enquanto a espontânea mede a lembrança imediata, a estimulada capta o reconhecimento de nome e a identificação política. Bruno Bolsonaro ganha força com a associação direta ao sobrenome, enquanto Fernando Máximo demonstra consistência entre os diferentes levantamentos.
Fernando Máximo Lidera na Consolidação dos Dois Votos
A complexidade aumenta ao analisar a segunda opção de voto, crucial em uma eleição senatorial onde cada eleitor escolhe dois candidatos. Neste recorte, Fernando Máximo assume uma posição dominante, com 33,8% das respostas válidas. Bruno Bolsonaro se mantém competitivo, e Mariana Carvalho também mostra crescimento.
Ao consolidar os dois votos estimulados, a disputa se torna ainda mais nebulosa. Fernando Máximo alcança 47,8% das manifestações totais, tornando-se o nome mais competitivo no agregado. Bruno Bolsonaro aparece com 39,9%. Essa consolidação indica que alguns nomes se fortalecem como a “segunda escolha” do eleitor, um fator decisivo na corrida senatorial.
Variação de Nomes na Pesquisa Dificulta Comparações
Outro fator que contribui para a sensação de indefinição é a variação dos nomes analisados entre os questionários. Figuras como Confúcio Moura, Marcos Rogério e Jaime Bagattoli aparecem na espontânea, mas não na estimulada. Em contrapartida, Neidinha Suruí e Amir Lando surgem no levantamento estimulado, mas são praticamente inexistentes nas respostas espontâneas.
Essa mudança na composição dos nomes naturalmente interfere na redistribuição das preferências eleitorais, dificultando comparações lineares e diretas entre os diferentes cenários apresentados pela pesquisa Veritá. O resultado prático é um quadro sem hegemonia clara, onde a espontânea favorece Sila Cristina, a estimulada aponta Bruno Bolsonaro, e a consolidação dos votos fortalece Fernando Máximo.
Os dados técnicos da pesquisa do Instituto Veritá indicam uma margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com registro no TRE-RO sob o número RO-02673/2026, reforçando a necessidade de prudência na interpretação dos resultados e a natureza aberta da corrida ao Senado em Rondônia.
