Disputa pelo Senado em Rondônia se mostra aberta e sem favorito claro, segundo Instituto Veritá
A corrida pelas duas vagas ao Senado Federal em Rondônia apresenta um cenário de acirrada disputa e considerável indefinição, de acordo com a mais recente pesquisa do Instituto Veritá. Ao invés de um nome se destacar como favorito absoluto, o levantamento aponta para uma fragmentação de intenções de voto, onde diferentes pré-candidatos se sobressaem em distintas metodologias de pesquisa.
Essa dinâmica sugere uma eleição ainda em fase de consolidação, com potencial para significativas alterações até as eleições de 2026. A complexidade do cenário é acentuada pela variabilidade de desempenho dos pré-candidatos, dependendo se a pergunta é espontânea, estimulada ou considera a consolidação do segundo voto.
A pesquisa, divulgada pelo site Rondônia Dinâmica, foi realizada entre 4 e 8 de maio de 2026, com 1.220 entrevistas em todo o estado. Possui margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, estando registrada no TRE-RO sob o número RO-02673/2026.
Sílvia Cristina lidera na pesquisa espontânea
Na modalidade espontânea, onde os eleitores citam nomes sem serem apresentados a uma lista, a deputada federal Sílvia Cristina aparece na liderança, com 29,6% das respostas válidas. Ela é seguida pelo também deputado federal Fernando Máximo, com 25%, e por Bruno Bolsonaro Scheid, com 14,7%. Este resultado indica uma forte lembrança eleitoral e presença orgânica da parlamentar no imaginário do eleitorado rondoniense.
Ainda assim, a indefinição é alta, com apenas 9% dos entrevistados (109 pessoas) afirmando ter um nome definido para o Senado nesse formato. Isso reforça a ideia de que a disputa está em estágio inicial e sujeita a mudanças, com a maior parte do eleitorado ainda aberta a decisões.
Bruno Bolsonaro lidera no cenário estimulado
Quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados aos entrevistados, o cenário se altera significativamente. Na pesquisa estimulada para o primeiro voto ao Senado, Bruno Bolsonaro Scheid surge na dianteira com 32,1% das respostas válidas. Fernando Máximo aparece em segundo lugar, com 28%.
A diferença entre a pesquisa espontânea e a estimulada é notável. Enquanto a espontânea reflete a memória imediata, a estimulada capta reconhecimento de nome e identificação política. Bruno Bolsonaro, associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ganha força quando o sobrenome é lembrado, enquanto Fernando Máximo demonstra consistência entre os cenários.
Fernando Máximo se destaca na consolidação do segundo voto
A complexidade aumenta ao se analisar a preferência para o segundo voto, crucial em uma eleição onde dois candidatos são escolhidos. Nesse quesito, Fernando Máximo assume a liderança isolada com 33,8% das respostas válidas. Mariana Carvalho também mostra crescimento, e Bruno Bolsonaro permanece competitivo.
Ao consolidar os dois votos estimulados, Fernando Máximo se torna o nome mais competitivo no agregado, alcançando 47,8% das manifestações totais. Bruno Bolsonaro aparece com 39,9%. Essa consolidação evidencia que alguns candidatos se fortalecem pela capacidade de serem a “segunda escolha” do eleitor, um fator decisivo para o Senado.
Variação de nomes analisados amplia a indefinição
Outro fator que contribui para a sensação de cenário truncado é a presença de diferentes nomes nos questionários. Figuras como Confúcio Moura, Marcos Rogério e Hildon Chaves apareceram na espontânea, mas não na estimulada. Por outro lado, Neidinha Suruí e Amir Lando surgiram na estimulada, mas foram pouco citados espontaneamente. Essa variação natural interfere na redistribuição das preferências e dificulta comparações diretas entre os diferentes cenários.
