Eleições Peru 2021: Peruanos em SP votam em meio a filas e esperança de fim da instabilidade política

BRASIL

Peruanos em São Paulo enfrentam longas filas para votar em eleições cruciais para o futuro do país

Em São Paulo, a comunidade peruana demonstrou seu engajamento cívico neste domingo (10), formando filas na Escola Estadual Rodrigues Alves, localizada na Avenida Paulista, para exercer seu direito ao voto nas eleições gerais do Peru. O local funcionou das 7h às 17h, recebendo peruanos com mais de 18 anos.

A votação, que é obrigatória para os cidadãos peruanos, foi marcada por reclamações sobre as longas esperas, registradas no perfil do consulado peruano na cidade. A expectativa é que este pleito ajude a romper um ciclo de turbulência política que tem marcado o país na última década.

Conforme informação divulgada pelo G1, cerca de 27 milhões de peruanos estavam aptos a votar para definir o novo presidente, vice-presidentes, senadores, deputados e representantes para o Parlamento Andino. A disputa presidencial deste ano conta com um número recorde de 35 candidatos, sinalizando a fragmentação do cenário político peruano.

Um cenário político fragmentado e a busca por estabilidade

A eleição presidencial peruana deste ano é marcada por uma grande quantidade de candidatos, com pesquisas indicando uma disputa acirrada. A candidata de direita Keiko Fujimori aparece com uma pequena vantagem, mas é seguida de perto por pelo menos outros três concorrentes, incluindo Rafael López Aliaga e Ricardo Belmont.

A análise dos dados aponta que nenhum dos candidatos atinge mais de 15% nas intenções de voto, o que torna **altamente provável um segundo turno em junho**, segundo especialistas. Essa pulverização de apoios reflete um declínio institucional e a profunda frustração dos eleitores com a instabilidade política.

Crise política, corrupção e insegurança como temas centrais

O Peru tem enfrentado um período de grande instabilidade, com oito presidentes desde 2018, muitos afastados por impeachment, prisões ou renúncias. A **luta contra a corrupção** é um tema dominante, com quatro ex-presidentes presos em casos de suborno, incluindo os relacionados à empreiteira Odebrecht.

A **insegurança** tem emergido como uma preocupação ainda maior para os eleitores, superando a corrupção em algumas pesquisas. O aumento nos índices de homicídios e extorsão tem levado a um clamor por respostas mais enérgicas e, em alguns casos, populistas, com propostas que incluem o envio de tropas e até a reintrodução da pena de morte.

Cargos em disputa e a esperança de um novo rumo

Os eleitores peruanos definiram não apenas o presidente e dois vice-presidentes para um mandato de cinco anos, mas também os integrantes do recém-restabelecido Congresso Bicameral, composto por 60 senadores e 130 deputados. Além disso, foram eleitos cinco representantes titulares e seus suplentes para o Parlamento Andino.

A expectativa geral é que estas eleições possam representar uma **ruptura com o ciclo de instabilidade** que assola o país, ou, alternativamente, mantê-lo preso a ele. A complexidade das cédulas, medindo quase meio metro, e o alto número de indecisos adicionam um elemento de imprevisibilidade ao resultado final.

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