Gasolina Mais Barata: Governo Prorroga Subsídio de R$ 0,44 por Litro por Mais 30 Dias Diante da Alta do Petróleo

GERAL

Governo Estende Benefício no Preço da Gasolina por Mais um Mês

O governo federal anunciou a prorrogação do subsídio de R$ 0,44 por litro de gasolina por mais 30 dias. A decisão, que atende a uma demanda por estabilidade nos preços dos combustíveis, entra em vigor a partir de 26 de julho.

A medida é uma resposta direta à recente escalada nos preços do petróleo, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. O Ministério da Fazenda informou que a subvenção será publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (24).

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, explicou que o custo do subsídio será coberto pelo aumento da arrecadação governamental, proveniente justamente da alta do petróleo. Essa entrada extra de recursos inclui ganhos com royalties e tributos pagos por empresas do setor petrolífero, conforme divulgado pelo SBT News.

Financiamento do Subsídio e Cenário Internacional

Dario Durigan destacou que o governo não deixará que as famílias brasileiras arquem com os custos da flutuação do petróleo. “A gente vai ver o aumento da arrecadação, nós não vamos deixar a família brasileira pagando… É um recurso que vai entrar, que é certo, e que vai ser usado para pagar o subsídio da gasolina”, afirmou o ministro em entrevista à “BandNews”.

A Reuters já havia antecipado na semana passada o plano do governo de manter as subvenções, tanto para o diesel quanto para a gasolina, como forma de conter a alta dos preços. O subsídio ao diesel, que chegou a ter parte eliminada no final de junho, ainda permanece em R$ 1,12 por litro.

A cotação do petróleo ultrapassou os US$ 100 nesta quinta-feira, pela primeira vez desde maio. O incidente com petroleiros sauditas no Mar Vermelho, atribuído aos houthis do Iêmen, reacendeu preocupações sobre a segurança do abastecimento global, especialmente após interrupções no tráfego pelo Estreito de Ormuz.

Perspectivas Econômicas e Tarifas Internacionais

Em outra frente, o ministro Durigan comentou sobre o atual nível dos juros no Brasil, considerando-o prejudicial para famílias, agricultores, empresas e o próprio governo, que enfrenta custos maiores na rolagem da dívida pública. Ele reconheceu a necessidade de consolidação fiscal, com cortes de despesas e recomposição da base tributária para melhorar o cenário econômico.

Durigan também se posicionou contra as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a cerca de 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil, alegando fiscalização frouxa sobre trabalho forçado. O ministro afirmou que o Brasil buscará negociações com os EUA e continuará a diversificar suas exportações para outras regiões do mundo.

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