Irã reage duramente a Trump: “Ameaças delirantes” e “assassinatos” são criticados em meio a escalada de tensões
O Comando Militar do Irã e o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, emitiram declarações contundentes em resposta às recentes falas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em um pronunciamento televisionado, o porta-voz militar iraniano classificou as ameaças de Trump como “ilusórias” e “delirantes”, afirmando que elas não conseguirão reparar a “vergonha e a humilhação” sofridas pelos EUA na região.
As tensões aumentaram após Trump se referir aos iranianos como “animais” e ameaçar atacar infraestrutura civil, caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz. Essas declarações foram feitas em um evento de Páscoa na Casa Branca, onde o presidente americano também expressou o desejo de obter o petróleo iraniano, mas reconheceu que os cidadãos dos EUA buscam o fim da guerra.
As falas do líder iraniano e do comando militar ecoam um sentimento de desafio e resistência, sinalizando que o país não se intimidará diante das provocações. A situação é acompanhada de perto por observadores internacionais, que temem uma escalada ainda maior do conflito no Oriente Médio. Conforme informação divulgada pela TV estatal iraniana e pelo líder supremo do Irã, as declarações e ameaças americanas foram duramente criticadas.
Ameaças de Trump são chamadas de “grosseiras e insolentes”
Em um tom provocativo, o porta-voz militar iraniano declarou na TV estatal que as “declarações grosseiras e insolentes, e as ameaças infundadas do presidente americano, tomado por delírios, não conseguirão reparar a vergonha e a humilhação sofridas pelos Estados Unidos na região da Ásia Ocidental”. Essa retórica reflete a percepção iraniana de que as ações americanas são desprovidas de fundamento e visam apenas mascarar fracassos diplomáticos e militares.
“Assassinatos e crimes” não deterão as Forças Armadas, diz líder supremo
Em outra frente, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, utilizou o Telegram para afirmar que “assassinatos e crimes” não conseguirão deter o avanço das Forças Armadas iranianas. Sua declaração ocorreu em meio a um luto pela morte do general Majid Khademi, chefe de Inteligência da Guarda Revolucionária, que ele classificou como “terrorismo” perpetrado pelo “inimigo americano-sionista”.
Khamenei enfatizou a resiliência e a solidez das forças iranianas, comparando as derrotas sucessivas dos seus adversários a “planos perversos”. Ele ressaltou que “a firme fileira dos combatentes e dos defensores da verdade tornou-se tão sólida e inabalável que nem o terror nem o crime podem abalar”, demonstrando a determinação do Irã em não ceder a pressões externas.
Trump rejeita cessar-fogo e ameaça atacar infraestrutura civil
Donald Trump confirmou ter rejeitado uma proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão, considerando-a um “ato significativo, mas ainda não bom o suficiente”. Anteriormente, em 5 de maio, Trump havia ameaçado atacar infraestrutura civil iraniana caso o país não reabrisse totalmente o Estreito de Ormuz até 7 de maio. Este estreito é vital para o transporte de cerca de 20% do petróleo mundial.
O Irã, por sua vez, também rejeitou a proposta de trégua, buscando um “fim definitivo da guerra” em vez de uma simples interrupção temporária. As agências de notícias iranianas expressaram preocupação de que ataques a alvos civis possam configurar um crime de guerra, conforme as normas do direito internacional que proíbem tais ações em conflitos e preveem julgamento por tribunais internacionais.
