Prefeito e Vereador Trocam Acusações Durante Fiscalização de Obra em Porto Velho
A tarde de sábado em Porto Velho foi palco de um embate político inesperado. O prefeito Léo Moraes, ao inspecionar a conclusão da ponte sobre o igarapé Bate Estacas, viu-se em meio a uma discussão acalorada com o vereador Marcos Combate. A estrutura, que foi danificada por fortes chuvas em fevereiro, estava prestes a ser entregue à população.
O desentendimento começou após o prefeito declarar que a obra era estrutural e não paliativa, como em gestões anteriores. No entanto, o vereador Marcos Combate apontou a presença de madeiras rachadas na estrutura, levantando preocupações sobre a segurança para o tráfego de veículos.
A troca de farpas foi intensa, com ambos os políticos gravando e divulgando vídeos nas redes sociais. O clima esquentou ainda mais com a chuva que caía na região durante o confronto. A prefeitura, em nota, informou que a obra está em fase final, com reparos no asfalto e a conclusão da passarela para pedestres, com entrega prevista para terça-feira, dia 31. Conforme apurado pelo Rondoniagora.com.
Alvo de Críticas, Gestão Municipal Discute Qualidade da Obra
Durante a vistoria, o prefeito Léo Moraes acusou o vereador de fazer política com ódio e ações escusas. O vereador Marcos Combate, por sua vez, rebateu as críticas, alegando que o prefeito abandonou a cidade e está focado em festas superfaturadas. A discussão evidenciou a polarização política em torno da gestão municipal e da entrega de obras públicas.
Preços dos Combustíveis em Alta Preocupam Moradores de Porto Velho
Em outro cenário, Porto Velho enfrenta uma situação preocupante quanto aos preços dos combustíveis. Enquanto 11 estados e o Distrito Federal são alvos de uma operação nacional para coibir abusos nos preços dos combustíveis, Rondônia ficou de fora. Essa exclusão ocorre em um momento em que os consumidores da capital se deparam com valores recordes, com a gasolina comum chegando a R$ 7,80.
Operação Nacional Ignora Rondônia em Fiscalização de Combustíveis
A operação nacional, batizada de “Vem Diesel”, conta com a participação da Polícia Federal, Secretaria Nacional do Consumidor e a ANP, focando em estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A ausência de Rondônia na lista levanta questionamentos sobre a fiscalização no estado, que é um importante polo de distribuição de combustível para a Amazônia Ocidental. Dados da ANP e levantamentos de mercado indicam que a margem de lucro dos postos na capital é um dos principais fatores para os altos preços, mesmo com custos de distribuição similares aos do interior. A informação é do SGC.
Baixa Elasticidade da Demanda Agrava Preços Elevados em Porto Velho
Um dos fatores que contribuem para a manutenção dos preços elevados em Porto Velho é a chamada “baixa elasticidade da demanda”. Com mais de 123 mil veículos a gasolina na capital e poucas alternativas como elétricos ou GNV, os consumidores têm pouca margem para reduzir o consumo diante de preços abusivos. O economista Otacílio Moreira de Carvalho, professor da UNIR, aponta que, sem uma redução na demanda, os postos mantêm os valores artificialmente altos, sem que o consumidor tenha para onde “fugir”.
Sindicato e Polícia Civil Seism sobre Preços e Fiscalização
Procurado para comentar a formação de preços e a ausência de Rondônia na operação nacional, o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Rondônia (Sindipetro-RO) limitou-se a dizer que “não fala sobre preço ao consumidor”. A Polícia Civil de Rondônia, por sua vez, não detalhou se há investigações em andamento sobre os recentes aumentos ou se houve punições a estabelecimentos. Enquanto a força-tarefa nacional avança em outros estados, os consumidores de Porto Velho continuam pagando um dos preços mais altos da região Norte, com as autoridades locais apenas recomendando a exigência de nota fiscal e o uso de canais de denúncia.
