Presidente da Fifa lamenta corte de árbitro somali barrado nos EUA para Copa do Mundo: ‘Não controlamos tudo’

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Presidente da Fifa lamenta corte de árbitro somali barrado nos EUA para Copa do Mundo: ‘Não controlamos tudo’

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou nesta quarta-feira (10) que é “lamentável” o corte do árbitro somali Omar Artan da Copa do Mundo de futebol. Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos, um dos países-sede do torneio, e, consequentemente, teve sua participação na competição vetada pela entidade máxima do futebol.

Infantino ressaltou que a Fifa não tem controle sobre as decisões migratórias dos países que sediam os eventos esportivos. “É lamentável o que aconteceu com Omar (Artan), o árbitro da Somália. Mas, novamente, não controlamos tudo. (…) Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber, coisas que nos dizem e coisas que não nos dizem”, afirmou o dirigente em coletiva de imprensa na Cidade do México.

A exclusão de Omar Artan gerou polêmica mundial. O árbitro, que foi recebido como herói ao retornar à Somália, era considerado um dos mais respeitados da África e seria o primeiro somali a apitar em uma Copa do Mundo. A Fifa, em nota oficial, confirmou que não interfere nos processos de imigração dos países-sede, incluindo a concessão de vistos, e que foi informada pelas autoridades americanas que a situação de Artan não seria alterada.

A Federação Internacional de Futebol (Fifa) comunicou no início da semana a retirada de Omar Artan do quadro de árbitros da Copa do Mundo de 2026. A decisão ocorreu após o oficial ter sua entrada negada nos Estados Unidos, impedindo-o de atuar no torneio. A entidade máxima do futebol reitera que não se envolve em processos de imigração, como a concessão de vistos, e foi informada pelas autoridades que a entrada de Artan no país não seria permitida.

Omar Artan, um árbitro de destaque impedido de atuar

Omar Abdulkadir Artan, que faz parte do quadro da Fifa desde 2018, atua na liga da Somália e foi eleito Árbitro do Ano pela Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025. Sua exclusão da Copa do Mundo foi lamentada por seu assessor, Abshir, que o descreveu como “um dos árbitros mais respeitados da África”.

Abshir acrescentou que negar a entrada de Artan nos Estados Unidos e impedi-lo de trabalhar prejudica não apenas o árbitro individualmente, mas também mina o compromisso do futebol com a equidade, o mérito e o espírito de fair play. Ele pediu o apoio da comunidade do futebol a Omar Artan neste momento difícil.

Fifa busca soluções, mas reconhece limites de atuação

Gianni Infantino reforçou a posição da Fifa, explicando que a organização é esportiva e não possui poder sobre governos ou forças policiais. “Estamos sempre tentando encontrar soluções, mas precisamos reconhecer que não somos os donos do mundo, que podem mandar em governos e forças policiais — somos uma organização esportiva”, declarou o presidente.

Em contrapartida, Infantino destacou o trabalho de articulação da Fifa para viabilizar a participação da seleção iraniana na Copa, apesar das tensões diplomáticas entre Irã e Estados Unidos. O presidente ressaltou que, em alguns casos, a entidade consegue intervir e mediar situações complexas, demonstrando a capacidade de negociação da organização em diferentes cenários.

O primeiro árbitro somali a sonhar com a Copa do Mundo

Omar Artan, aos 34 anos, era uma das 52 figuras de arbitragem selecionadas para a Copa do Mundo de 2026, organizada em conjunto por Canadá, México e Estados Unidos. Sua ausência representa um duro golpe para o futebol somali e para o próprio árbitro, que viajou para o país norte-americano com a expectativa de realizar um feito histórico para seu país de origem.

Até a última atualização desta reportagem, o governo Trump não havia se manifestado publicamente sobre o caso específico de Omar Artan. A situação levanta debates sobre as políticas de imigração e seu impacto em eventos esportivos internacionais, além de destacar a importância do futebol como plataforma de inclusão e união global.

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