Terremoto no Japão: Número de mortos sobe para 25 em Kumamoto, com buscas por desaparecidos em shopping e fábrica

BRASIL

Terremoto de magnitude 7,1 assola o Japão, elevando o número de vítimas fatais e deixando milhares desabrigados.

O balanço de mortos em decorrência do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu o Japão nesta semana subiu para 25, conforme divulgado pelo governo da província de Kumamoto, a mais afetada. As equipes de resgate continuam os trabalhos de busca por desaparecidos.

As tragédias mais significativas ocorreram em um shopping center, onde uma explosão aconteceu minutos após o tremor, e em uma fábrica de papel, que sofreu com a queda de uma de suas chaminés. Autoridades japonesas informaram que outras 9 mortes estão sob investigação para determinar se há relação com o desastre natural.

As comunidades rurais no sudoeste do Japão enfrentam dificuldades para retomar a rotina, dois dias após o forte terremoto. O governo da província de Kumamoto confirmou que ao menos 86 pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave. O número exato de desaparecidos ainda é incerto, e as chances de encontrar sobreviventes diminuem a cada hora. Conforme informação divulgada pelo governo da província de Kumamoto, o número de mortos pode chegar a 28, segundo levantamento da polícia que inclui casos sob investigação.

Devastação em Kumamoto: Shopping e fábrica de papel são epicentros da tragédia

No shopping Aeon Mall, na cidade de Kashima, o segundo andar desabou, prendendo pessoas sob os escombros. O local estava repleto de consumidores quando o terremoto ocorreu. Cerca de 3 mil clientes foram retirados antes de uma explosão ocorrer em outra área do complexo. Até a manhã desta quinta-feira, seis mortes haviam sido confirmadas no shopping, com seis das onze pessoas retiradas dos escombros não resistindo aos ferimentos.

A fábrica da Nippon Paper Industries, na região de Yatsushiro, teve sua chaminé desabada. Equipes de resgate conseguiram retirar dez pessoas com vida, mas oito morreram e uma permanecia desaparecida. A situação gerou desespero entre familiares de desaparecidos, que buscavam informações nas proximidades dos locais atingidos, apesar do calor intenso.

Milhares desabrigados e desafios de infraestrutura após o terremoto

Milhares de pessoas passaram mais uma noite em centros de evacuação, como ginásios e outros espaços públicos. Grande parte das residências continua sem energia elétrica ou abastecimento de água. O medo de novos desabamentos leva muitos moradores a evitarem retornar para suas casas.

Quase 23 mil imóveis permaneciam sem eletricidade, e mais de 10 mil pessoas estavam abrigadas em cerca de 400 centros de acolhimento. Autoridades instalaram fontes adicionais de energia para garantir o funcionamento de aparelhos de ar-condicionado e lidar com as altas temperaturas, que podem chegar a 33°C, aumentando o risco de insolação, segundo alerta do Ministério do Meio Ambiente.

Normas de construção e vulnerabilidade em foco após o desastre

Apesar das rigorosas normas de construção do Japão, projetadas para resistir a terremotos frequentes, algumas casas na região afetada seguem o modelo tradicional japonês. Essa arquitetura, embora culturalmente significativa, é considerada mais vulnerável a tremores de grande intensidade, o que pode ter contribuído para a extensão dos danos observados em Kumamoto.

Sobreviventes relataram momentos de pânico ao tentar resgatar familiares dos escombros, com muitos feridos necessitando de atendimento médico. A resiliência da população japonesa é posta à prova diante da magnitude deste novo desastre natural.

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