Brasil lamenta mortes de brasileiros em ataques de Israel ao Líbano e pede fim imediato da violência
O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, confirmou nesta segunda-feira (27) a morte de um menino brasileiro de 11 anos e de sua mãe, também brasileira, em decorrência de ataques promovidos pelo Exército de Israel no Líbano. O pai das vítimas, de nacionalidade libanesa, também faleceu no incidente. A família estava em sua residência no distrito de Bint Jeil, no sul do Líbano, quando ocorreu o bombardeio.
A notícia foi recebida com profunda consternação pelo governo brasileiro, que expressou seu pesar e reiterou a condenação veemente a todas as violações do cessar-fogo em vigor. O Itamaraty destacou que os ataques de Israel representam mais uma prova das “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” anunciado em 16 de abril, que já causou a morte de dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças.
Conforme informações divulgadas pelo g1, um outro filho do casal, irmão da criança que faleceu, foi levado ao hospital. A embaixada brasileira em Beirute está prestando assistência à família enlutada. Os ataques israelenses ocorreram mesmo após a prorrogação do cessar-fogo, que deveria garantir a trégua até meados de maio, evidenciando a fragilidade do acordo e a continuidade da escalada de violência na região.
Itamaraty condena ataques e pede saída de Israel
Em nota oficial, o Itamaraty afirmou que o ataque israelense ao Líbano constitui um grave desrespeito ao cessar-fogo. O governo brasileiro reforçou a exigência para que as tropas israelenses deixem imediatamente o território libanês e defendeu a extensão da trégua para garantir a soberania do Líbano. O Brasil também condenou as ações do Hezbollah.
Cessar-fogo fragilizado e troca de ataques
Os ataques israelenses aconteceram no domingo (26), apesar do cessar-fogo com o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã, ter sido prorrogado. Segundo o Exército de Israel, as ações foram motivadas por “repetidas violações do cessar-fogo por parte do Hezbollah”. No entanto, o acordo firmado em abril permite que Israel continue realizando operações militares contra o grupo, mesmo durante a trégua. A situação no sul do Líbano permanece tensa, com trocas de ataques entre as partes.
Histórico de violações e vítimas civis
A ofensiva que vitimou a família brasileira ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos na região. O cessar-fogo, que entrou em vigor em 16 de abril, já foi palco de diversas violações. Na quarta-feira (22), um bombardeio israelense no sul do Líbano deixou pelo menos cinco mortos, incluindo uma jornalista libanesa. A escalada de violência tem gerado preocupação internacional e o Brasil tem sido um dos países a defender uma solução pacífica e o respeito à soberania libanesa.
