Trump considera encerrar conflito com Irã, mesmo com Estreito de Ormuz bloqueado, diz jornal
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, expressou a assessores sua disposição em finalizar a guerra contra o Irã, mesmo que o estratégico Estreito de Ormuz permaneça fechado. A informação foi divulgada pelo jornal The Wall Street Journal, baseando-se em relatos de autoridades.
Recentemente, Trump e seus conselheiros avaliaram que uma operação para reabrir completamente o Estreito de Ormuz, por onde transita uma parcela significativa do petróleo mundial, poderia prolongar o conflito para além do prazo de seis semanas prometido pelo presidente. Essa análise sugere uma mudança de estratégia, focando em metas militares mais imediatas.
Diante dessa perspectiva, o presidente americano teria indicado que os Estados Unidos devem concentrar seus esforços nos objetivos primordiais da guerra: enfraquecer a marinha iraniana e reduzir a capacidade de desenvolvimento de mísseis do país. A partir daí, os ataques seriam gradualmente diminuídos, numa tentativa de pressionar o Irã a reabrir a vital rota marítima. Conforme informação divulgada pelo The Wall Street Journal, caso o Irã mantenha o bloqueio, Trump planeja pressionar aliados na Europa e no Golfo Pérsico a assumirem a responsabilidade pela reabertura do Estreito de Ormuz.
Foco em Objetivos Militares e Pressão sobre Aliados
A estratégia em discussão prevê que, após atingir os objetivos de enfraquecer a marinha iraniana e sua capacidade de mísseis, os EUA reduziriam a intensidade dos ataques. A intenção seria criar um cenário de pressão para que o Irã reconsidere o bloqueio do Estreito de Ormuz. O impacto econômico do bloqueio, com a elevação dos preços do petróleo, pode afetar a economia americana, especialmente em um ano eleitoral.
Contraste com Declarações e Ações Recentes
As conversas nos bastidores contrastam com declarações públicas recentes de Trump. No mesmo dia da divulgação da notícia, o presidente americano ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã caso um acordo não seja alcançado. Além disso, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar no Oriente Médio com o envio de um navio de assalto anfíbio e centenas de militares, incluindo paraquedistas, para a região.
Outras Operações em Análise, mas sem Prioridade
Embora outras operações militares estejam sendo consideradas, elas não representam a prioridade atual, de acordo com o Wall Street Journal. Relatos anteriores da imprensa americana indicavam que Trump avaliava uma ação terrestre, incluindo planos para uma operação arriscada de apreensão de urânio enriquecido em território iraniano. No entanto, o foco parece ter se deslocado para a estratégia de encerrar o conflito em prazo mais curto.
