Trump considera seriamente retirar EUA da OTAN, acusando aliança de ser “tigre de papel” em meio a tensões com Irã

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Trump cogita seriamente a saída dos EUA da OTAN, criticando a aliança e seu papel na segurança global.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que está considerando “seriamente” a retirada do país da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A afirmação foi feita em entrevista ao jornal britânico “The Telegraph” e reforçada posteriormente à agência de notícias Reuters.

Trump tem sido crítico em relação aos aliados da OTAN, alegando que eles não têm contribuído o suficiente para a segurança global, especialmente no que diz respeito às tensões com o Irã. O líder americano voltou a classificar a aliança como um “tigre de papel”, expressão que denota algo com aparência forte, mas fragilidade na prática.

A fala de Trump representa uma das declarações mais contundentes até o momento sobre a OTAN, sinalizando uma possível reavaliação das parcerias de defesa dos Estados Unidos com a Europa. Conforme informação divulgada pelo “The Telegraph” e Reuters, Trump afirmou: “Eu nunca fui convencido pela OTAN. Sempre soube que eram um tigre de papel, e Vladimir Putin também sabe disso, aliás”.

Reino Unido defende a aliança militar e seu papel na segurança

Em contrapartida, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, reiterou a importância da OTAN. Durante uma coletiva de imprensa, Starmer defendeu a aliança, afirmando que “A OTAN é a aliança militar mais forte que o mundo já viu, ela nos manteve seguros durante décadas”.

A insatisfação da administração Trump com alguns membros da OTAN se intensifica pela recusa de alguns países em enviar navios de guerra para garantir a reabertura do Estreito de Ormuz, via crucial para o comércio global de petróleo, que foi fechada pelo Irã durante o conflito. A OTAN, no entanto, já anunciou a formação de uma coalizão para atuar na reabertura do estreito.

Reino Unido liderará esforços para reabrir Estreito de Ormuz

Keir Starmer também anunciou que o Reino Unido liderará, nesta semana, uma reunião de países interessados em contribuir para a reabertura do Estreito de Ormuz. Contudo, ele ressaltou que a guerra com o Irã “não é nossa guerra e não seremos arrastados para ela”, demonstrando cautela quanto ao envolvimento direto.

A possibilidade de os Estados Unidos deixarem a OTAN levanta questões sobre o futuro da segurança transatlântica e o equilíbrio de poder global. A aliança, formada em 1949, tem sido um pilar da defesa ocidental por mais de sete décadas, e qualquer mudança significativa em sua estrutura ou participação teria repercussões profundas.

A declaração de Trump sobre considerar a saída da OTAN reflete uma postura de “América em primeiro lugar” que tem marcado sua política externa, priorizando acordos bilaterais e questionando o multilateralismo e os compromissos de defesa coletiva. A permanência dos EUA na aliança tem sido um tema de debate constante durante sua presidência.

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