Presidente americano assiste a evento esportivo em Miami enquanto negociações sobre cessar-fogo no Oriente Médio são encerradas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, esteve em Miami para assistir à luta pelo título do UFC 327, em um momento em que negociações sobre um possível cessar-fogo no Oriente Médio, conduzidas por seu vice, JD Vance, chegavam ao fim sem acordo. O republicano optou por acompanhar o evento de artes marciais mistas enquanto a diplomacia enfrentava um impasse.
Apesar do que foi descrito como um “conflito de agendas”, o vice-presidente Vance afirmou que manteve contato constante com Trump e outros membros do governo durante as conversas. O fato de o presidente estar na Flórida durante o encerramento das negociações gerou repercussão na imprensa americana.
Conforme um artigo do ‘The New York Times’, não ficou claro se Trump sabia do fracasso das negociações ao entrar na arena, ao som de Kid Rock e aplausos. Ele não utilizava o celular, tarefa deixada para o Secretário de Estado Marco Rubio, que em certo momento exibiu a tela ao presidente, que não demonstrou, segundo o relato, decepção ou raiva. As informações foram divulgadas pelo jornal americano.
Trump minimiza impacto do acordo e critica aliados
Antes mesmo de embarcar para Miami, Trump havia declarado a jornalistas na Casa Branca que, em sua opinião, “não faz diferença” se um acordo for alcançado com o Irã. Ele afirmou estar recebendo diversos relatos sobre as conversas em Islamabad, mas reiterou que o desfecho das negociações não era decisivo para ele.
O presidente americano detalhou que o governo dos EUA está focado em garantir a abertura do Estreito de Ormuz, uma ação realizada em nome de outras nações que ele descreveu como “medrosas, fracas ou mesquinhas”. Trump também criticou a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), alegando que a aliança militar não ofereceu o devido apoio aos Estados Unidos.
Paquistão pede cumprimento do cessar-fogo e mantém papel de mediador
Após o fracasso nas negociações de cessar-fogo, o ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Ishaq Dar, fez um apelo para que o Irã e os Estados Unidos cumpram seus compromissos. Ambos os países encerraram negociações históricas presenciais sem a concretização de um acordo.
“É imprescindível que as partes continuem a cumprir o seu compromisso com o cessar-fogo”, declarou Dar. Ele acrescentou que o Paquistão seguirá atuando como mediador, buscando facilitar o diálogo entre Irã e EUA nos próximos dias. O acordo já se encontrava fragilizado devido a divergências profundas e aos contínuos ataques de Israel contra o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã no Líbano.
Contexto das negociações fragilizadas
As negociações entre Irã e Estados Unidos já enfrentavam dificuldades significativas antes mesmo do encontro presencial. Divergências profundas entre as nações e os ataques de Israel contra o Hezbollah, um aliado do Irã no Líbano, contribuíram para o cenário de fragilidade do acordo em potencial. O fracasso em Islamabad adiciona mais um capítulo a essa complexa dinâmica diplomática.
