Ministro da Saúde quer restrições de publicidade para apostas online iguais às de cigarros, visando proteger jovens

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Ministro da Saúde propõe equiparar restrições de publicidade de apostas online às de cigarros

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, declarou que o governo federal agora considera o crescimento das apostas online uma questão de saúde pública. A afirmação foi feita durante a inauguração de um centro de inovação em São Paulo.

Padilha defende a implementação de regras mais severas para a publicidade de plataformas de apostas. O principal objetivo é **proteger crianças e adolescentes** e combater o vício em jogos, que ele classifica como um grave problema de saúde pública atual.

“Eu defendo que a gente dê um passo além, que a gente trate com as mesmas regras do cigarro: não tem publicidade, proibido publicidade para criança, a gente reduzir esse acesso”, afirmou o ministro. Conforme informação divulgada pelo SBT News, o ministro ressaltou que o governo anterior liberou as apostas de forma geral.

Medidas para restringir o acesso e combater o vício

O Ministério da Saúde tem avançado em medidas para **restringir o acesso às apostas por grupos vulneráveis**, como crianças e adolescentes. Uma das iniciativas é impedir que beneficiários do Bolsa Família utilizem os recursos do programa para apostar.

Foi destacado também o avanço no Congresso Nacional para **impedir o acesso de crianças a sites de apostas**. A criação do Observatório Saúde Brasil de Apostas Eletrônicas, uma parceria entre os Ministérios da Saúde e da Fazenda, é outra iniciativa importante.

Atendimento e autoexclusão para jogadores compulsivos

O Observatório oferece atendimento para pessoas que apresentam sinais de compulsão por jogos. Através do aplicativo Meu SUS Digital, é possível agendar consultas com profissionais como psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais, em colaboração com o Hospital Sírio-Libanês.

Outra ferramenta fundamental lançada é a **plataforma de autoexclusão**. Por meio de um teste rápido no celular, o usuário pode bloquear voluntariamente o próprio CPF e conta digital para impedir o acesso a sites de apostas e o recebimento de publicidade relacionada ao tema.

Resultados da plataforma de autoexclusão

“Lançamos isso no final de dezembro e até o final de fevereiro mais de 300 mil brasileiros e brasileiras já entraram na plataforma de autoexclusão, não estão mais jogando, não estão mais recebendo a propaganda”, concluiu Padilha. Esses dados demonstram o **impacto significativo das medidas de controle** implementadas pelo governo federal para lidar com o vício em apostas online.

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