Trump nega ser Jesus em IA: “Era como médico da Cruz Vermelha”, diz após polêmica e exclusão de post

BRASIL

Trump se defende de montagem de IA que o retratava com traços divinos, afirmando ser uma representação de “médico”

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, negou veementemente que a imagem gerada por inteligência artificial (IA) e publicada em sua rede social, Truth Social, o retratasse como Jesus Cristo. A montagem, que gerou forte repercussão e acusações de blasfêmia, foi apagada pelo próprio Trump após as críticas.

Segundo Trump, a imagem tinha a intenção de mostrá-lo como um “médico” ligado à Cruz Vermelha, uma causa que ele apoia. Ele atribuiu a interpretação equivocada à “imprensa falsa”, acusando-a de inventar a narrativa de que a montagem o comparava a uma figura divina.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (13), após Trump ser questionado por jornalistas sobre a publicação. A polêmica imagem surgiu logo após uma crítica de Trump ao papa Leão XIV, a quem ele chamou de “fraco”. Conforme informação divulgada pela mídia norte-americana, a exclusão do post foi confirmada na tarde de segunda-feira.

Montagem gerou críticas severas e acusações de blasfêmia

A montagem em questão exibia Trump com uma túnica branca, em uma pose que remetia à iconografia de Jesus. Um brilho nas mãos e elementos como a bandeira americana, a Estátua da Liberdade e caças de guerra compunham o fundo da imagem, sugerindo um caráter divino e nacionalista.

A publicação não passou despercebida e atraiu uma enxurrada de críticas de diversos setores. Até mesmo alguns aliados de Trump, como a ex-deputada Marjorie Taylor Greene, classificaram a imagem como “mais do que blasfêmia, é o espírito do anticristo”. Outras figuras conservadoras, como Joey Jones, Brilyn Hollyhand e Riley Gaines, também expressaram repúdio.

Políticos no Congresso dos EUA, incluindo o deputado Jim McGovern, repudiaram a montagem nas redes sociais. Gavin Newsom, governador da Califórnia e principal opositor de Trump, reagiu à exclusão do post com a declaração: “Agora delete sua presidência”.

Defesa e contexto eleitoral e religioso

Em contrapartida, a influencer de extrema direita Laura Loomer, conselheira de Trump, defendeu o ex-presidente, minimizando a polêmica e afirmando que “pessoas surtando por causa de um meme precisam se acalmar”. A Casa Branca não emitiu pronunciamento oficial sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

Apesar de não frequentar a igreja regularmente, Donald Trump conquistou uma expressiva maioria dos eleitores cristãos nas eleições de 2024, incluindo um avanço entre eleitores católicos. Essa base eleitoral se mostrou sensível à imagem, gerando o debate.

Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que Trump causa controvérsia com sua base cristã. Em maio de 2025, ele republicou uma montagem de IA onde aparecia como pontífice, também gerando críticas.

Após sobreviver a uma tentativa de assassinato em julho de 2024, alguns apoiadores evangélicos interpretaram o fato como uma intervenção divina em favor de Trump, o que pode ter contribuído para a sensibilidade em torno da recente montagem.

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