Instagram explora nova fonte de receita com assinatura paga para visualização anônima de Stories
A Meta, gigante dona do Instagram e Facebook, está testando um plano de assinatura paga no Instagram que promete novas funcionalidades aos usuários. Entre os principais atrativos está a possibilidade de visualizar os Stories de forma completamente anônima, sem que o criador do conteúdo seja notificado.
Essa novidade surge como uma estratégia para diversificar as fontes de receita da empresa, que já havia lançado versões pagas sem anúncios do Facebook e Instagram no Reino Unido no ano passado. A iniciativa no mercado britânico visava atender a regulamentações locais de privacidade de dados.
A nova modalidade de assinatura, que custa US$ 2 por mês, está sendo testada no Japão, México e Filipinas. A informação foi divulgada pelo site TechCrunch. Além da navegação anônima nos Stories, que normalmente desaparecem após 24 horas, os assinantes podem ter mais controle sobre quem visualiza suas próprias publicações.
Benefícios exclusivos para assinantes pagos
Conforme informações da Bloomberg, a lista de vantagens para os assinantes pagos do Instagram vai além da visualização anônima. Usuários que optarem pelo plano premium terão a capacidade de criar listas de audiência ilimitadas para seus Stories e estender a duração de suas publicações por mais 24 horas, totalizando 48 horas de exibição.
Essa movimentação da Meta segue uma tendência observada em outras plataformas de mídia social. O Snapchat, por exemplo, já oferece há alguns anos uma versão “premium” paga, que conta com milhões de assinantes. A Snap, empresa-mãe do Snapchat, recentemente divulgou que seu plano pago já conta com 25 milhões de assinantes.
Estratégia de monetização e conformidade regulatória
Em outubro de 2025, a Meta anunciou o lançamento de versões pagas do Instagram e Facebook no Reino Unido. Essas opções foram criadas para usuários que preferem não ver anúncios nas plataformas. A assinatura custa 2,99 libras esterlinas por mês para a versão web e 3,99 libras esterlinas para aplicativos móveis (Android e iOS).
A diferença de preço entre a versão web e os aplicativos se deve às taxas cobradas por Google e Apple nas transações realizadas em seus sistemas de pagamento. A Meta afirmou que a oferta dessas versões pagas sem anúncios está alinhada com as diretrizes do Escritório do Comissário da Informação (ICO) do Reino Unido, órgão regulador de proteção de dados.
A empresa ressaltou que os assinantes não terão seus dados utilizados para exibir publicidade personalizada. Por outro lado, usuários que optarem pela versão gratuita continuarão a ver anúncios baseados em suas atividades na plataforma. A Meta defende que o modelo de negócios sustentado por anúncios garante o acesso gratuito a serviços personalizados para todos os usuários.
Criação de conteúdo e modelos de assinatura
É importante notar que os criadores de conteúdo no Instagram já possuem ferramentas para monetizar suas publicações, permitindo que cobrem de seus seguidores pelo acesso a conteúdo exclusivo. A nova assinatura paga, no entanto, foca em oferecer benefícios diretos aos usuários comuns da plataforma, como a privacidade na visualização de Stories.
A expansão para outros mercados, como Japão, México e Filipinas, indica que a Meta busca validar o potencial de receita desse modelo de assinatura. A empresa continua a explorar diferentes caminhos para garantir sua sustentabilidade financeira em um cenário digital cada vez mais competitivo e regulamentado.
